ITUIUTABA, MINAS GERAIS – Na manhã desta segunda-feira (17), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em Ituiutaba, cumpriu mandados de prisão temporária em desfavor do casal Kellen Gonçalves Garcia Tavares, 34 anos, e Drayton Luiz Tavares, de 41. Eles são suspeitos de cometer crimes sexuais, além de agressão e coação, que vitimaram uma mulher de 25 anos, e uma adolescente de 17, no último dia 4 de abril.

O homem é investigado pela prática dos crimes de estupro, cárcere privado com o fim de praticar atos libidinosos, disparo de arma de fogo e corrupção de menores. Já Kellen é acusada de agressão à menor, além de coação e ameaça no curso do processo às vítimas e às testemunhas, no intento de proteger seu esposo e evitar as delações das vítimas à polícia.

Na data dos fatos, o investigado Drayton atraiu as vítimas para um rancho de sua propriedade. Os levantamentos apontam que o suspeito, teria restringido a liberdade das vítimas, tanto dentro da casa quanto de um quarto, obrigando-as a manter com ele relação sexual e satisfazer suas lascívias. A vítima de 25 anos foi mantida refém por aproximadamente 20 horas, enquanto a adolescente, por cerca de 24 horas. O homem, ainda, teria feito uso de armamento como forma de mantê-las presas.

De acordo com as investigações, o suspeito chegou a entregar um cheque no valor de R$ 2,5 mil a uma das vítimas, como forma de silenciá-las em relação ao ocorrido. Após o fato, a esposa de Drayton, teria procurado as vítimas e testemunha, coagindo-as com o intento de que nada delatassem à polícia e não levassem os fatos que envolviam seu esposo à Justiça, ameaçando-as de morte, bem como seus familiares.

O trabalho investigado é realizado pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e à Mulher da Regional de Ituiutaba, pertencente ao Departamento de Polícia Civil de Uberlândia. “A PCMG, em conjunto com o Ministério Público e Poder Judiciário, rapidamente forneceu respostas à sociedade, diante de práticas criminosas dotadas de ímpar e extrema gravidade. As investigações continuam pelo prazo legal, com os investigados recolhidos no Sistema Prisional”, observa o delegado regional Carlos Antônio Fernandes.

Pcmg

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