Vendedor Divino Aparecido foi espancado e morto em Uberlândia (Foto: Reprodução/Facebook/Divino Aparecido)
Vendedor Divino Aparecido foi espancado e morto em Uberlândia (Foto: Reprodução/Facebook/Divino Aparecido)

UBERLÂNDIA, MINAS GERAIS – A Polícia Civil cumpriu nesta terça-feira (16), mandados de prisão dos suspeitos de assassinar o vendedor Divino Aparecido, de 33 anos, em janeiro deste ano em Uberlândia. De acordo com o delegado Vitor Dantas, dois jovens de 18 e 21 anos foram detidos por espancar o homossexual após ele paquerar homens em um baile funk no Bairro Lagoinha.
“O Divino participava desta festa que acontecia na rua e, durante o evento ele cantou um rapaz, outros caras que estavam lá não admitiram a atitude do vendedor e o agrediram. A suspeita é que cerca de cinco pessoas participaram das agressões. Ele foi agredido com socos e pontapés e também por um objeto que pode ser uma pedra ou pedaço de pau que acarretou as lesões graves na cabeça”, explicou Vitor.

Na época do crime a Polícia Militar (PM) informou que o vendedor saiu do trabalho no dia 18 de janeiro e chegou na casa dele, no Bairro Saraiva, de madrugada, já com ferimentos graves. No Boletim de Ocorrência (BO) foi relatado que o vendedor teve celular, documentos e pertences pessoais roubados e que a vítima sofreu traumatismo craniano, afundamento de crânio e perfuração do cérebro.

Após 21 dias internado, Divino morreu no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) e a família autorizou a doação dos órgãos.

O delegado Vitor Dantas explicou em entrevista nesta quarta-feira (17), que chegou até os suspeitos porque o jovem de 21 anos vendeu o celular da vítima. Ao interceptar o aparelho, os policiais descobriram que o rapaz e o outro jovem de 18 anos participaram do espancamento.

“Ainda não identificamos os outros suspeitos de participar da agressão. O jovem de 18 anos na época do crime era menor e, por isso, foi ouvido, apresentado ao Ministério Público e liberado. Já o jovem de 21 anos negou a participação no crime.

Ele foi levado para o Presídio Professor Jacy de Assis através do mandado de prisão temporária”, finalizou o delegado.

A Polícia Civil segue em investigação em busca de outros suspeitos.

G1 Triângulo


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