1. Chan Chan – Peru

Construções de barro

Construído no ano de 850, na costa noroeste do Peru, Chan Chan foi a capital do reino de Chimú antes da ascensão do império inca, no século 15. Foi a maior cidade da América pré-colombiana, com divisões em palácios e cidadelas autônomas que mostravam a estratégia política e o rigor social da época.

Porém, a cidade é naturalmente frágil, já que foi construída de barro. Fenômenos como o El Niño ajudam a acelerar o processo de erosão do local, que também sofre com práticas agrícolas ilegais em seu entorno.

2. Timbutku – Mali

Al-Qaeda ameaça derrubar o que eles chamam de ídolos religiosos
Al-Qaeda ameaça derrubar o que eles chamam de ídolos religiosos

No centro da cidade de Timbutku, no Mali, encontram-se 3 mesquitas e 16 mausoléus que formam um dos primeiros lugares sagrados para o islamismo na África. Eles se tornaram patrimônio da humanidade por conta de sua história, sua importância religiosa e sua arquitetura.

Porém, grupos radicais como o Al-Qaeda são contra esse tipo de idolatria religiosa, ameaçando destruir deliberadamente qualquer símbolo com essas características. Desde 2012, cresce a tensão de que aconteça com esse templo religioso a mesma tragédia que atingiu os Budas de Bamian, esculpidos em pedra no Afeganistão e bombardeados pelo Talibã.

3. Parque Nacional Simien – Etiópia

Grande acúmulo de gado prejudica a fauna e a flora locais
Grande acúmulo de gado prejudica a fauna e a flora locais

Com montanhas deslumbrantes e vales escarpados sensacionais, o Parque Nacional Simien, na Etiópia, é lar de uma grande variedade de animais selvagens raros. Porém, a expansão agrícola desenfreada, o acúmulo excessivo de gados e o esgotamento dos recursos naturais estão causando um grande impacto na região. Flora e fauna estão ficando cada vez mais escassas, em uma situação com poucas chances de reversão natural.

4. Barreira de Corais – Belize

Grande Buraco Azul é uma das maiores atrações turísticas de Belize
Grande Buraco Azul é uma das maiores atrações turísticas de Belize

A maior barreira de corais do Hemisfério Norte (e segunda maior do mundo) fica em Belize, tem cerca de 300 quilômetros de extensão e concentra uma vida marinha surpreendente. Além disso, uma floresta de mangue, grandes lagoas e o Grande Buraco Azul, com mais de 120 metros de profundidade, formam um espetáculo aos visitantes.

O problema é que o turismo na região está desenfreado. Estima-se que mais de 40% dos corais já sofreram danos irreparáveis desde 1998. A pesca, a poluição oceânica e a perfuração de poços de petróleo ameaçam essa beleza natural. Para piorar, grandes furacões, causados por mudanças climáticas, também contribuem para desolar ainda mais o local.

5. Damasco – Síria

Após reforma, Catedral Bagrati está bem descaracterizada em comparação ao que era no passado
Após reforma, Catedral Bagrati está bem descaracterizada em comparação ao que era no passado

A cidade de Damasco, capital da Síria, é a mais antiga do mundo ainda com habitantes. Também chamada de “capital cultural das arábias”, Damasco tem uma história de mais de 11 mil anos!

Porém, constantes conflitos na região, principalmente com destruição de patrimônios mundiais pelo Estado Islâmico, colocam Damasco com grande possibilidade de se tornar uma cidade fantasma. Diversos morteiros e bombardeios estão alterando a paisagem da região, danificando construções milenares e “expulsando” habitantes que não querem sofrer com os horrores da guerra.

6. Parque Nacional de Virunga – Congo

Primeiro parque nacional da África sofre com o desenvolvimento descontrolado
Primeiro parque nacional da África sofre com o desenvolvimento descontrolado

Virunga é o primeiro parque nacional de toda a África, mas, mesmo assim, sofre com o desmatamento e a caça ilegal. Isso se acentuou ainda mais depois de 1994, quando Ruanda, país vizinho ao Congo, sofreu uma grande guerra civil que criou um fluxo enorme de refugiados que se esconderam em Virunga.

7. Forte Portobelo – Panamá

Falta de conservação ameaça a história do Panamá
Falta de conservação ameaça a história do Panamá

As ruínas do Forte Portobelo são fascinantes por seguirem a arquitetura militar espanhola do final do século 17. Elas podem ajudar a contar a história da colonização do país e o seu impacto na estrutura e na transformação da região. Porém, elas estão praticamente abandonadas pelo poder público, com falta de manutenção periódica que faz com que grandes estragos se acentuem ainda mais.

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