Crítica de cinema: Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua

Renato Marafon, diretor do portal de cinema “Cinepop”, faz comentário sobre o filme “Transformers 3”.

O “Cinepop” é parceiro do Jornal Tudo em Dia desde o antigo “capinopolis.com”.

transformer

Após um grande primeiro filme e uma seqüência medíocre, a franquia ‘Transformers’ se encerra nesse tumultuado terceiro longa-metragem, uma injeção de adrenalina no coração do início ao fim.

Michael Bay é um diretor megalomaníaco que adora usar e abusar de todos os possíveis recursos existentes para que seus filmes não deixem o espectador piscar os olhos, sequer um minuto. Ele é o mestre em Blockbusters totalmente pipoca, feito para divertir e nada mais.

Se a intenção é ter entretenimento puro, sem qualquer maior intenção, ‘Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua’ cumpre o objetivo. Com um dos melhores visuais em 3D até o momento, o longa abusa com perfeição da transformação dos robôs, cidades destruídas e efeitos slow-motion excitantes, criando um espetáculo visual encantador.

Mas ‘Transformers 3 – O Lado Oculto da Lua’ é apenas isso, um show de cenas muito bem fotografadas com efeitos especiais deslumbrantes. Qualquer maior tentativa em se identificar com a história, fraca e falha, é frustrada.

Os Autobots, liderados por Optimus Prime, estão de volta em ação, em uma luta contra os terríveis Decepticons, que estão determinados a vingar a sua derrota em “Transformers: A Vingança dos Derrotados”. Neste novo filme, os Autobots e Decepticons se envolvem em uma perigosa corrida espacial entre os EUA e a Rússia, e uma vez mais humano Sam Witwicky (Shia Lebouf) tem de vir em auxílio de seus amigo robô. Há também novos personagens, incluindo um novo vilão, Shockwave, um transformer que governa Cybertron enquanto os Autobots e Decepticons se enfrentam na Terra.

Shia LaBeouf continua a brilhar como o perdedor Sam, cuja jornada parece estar sempre fadada ao fracasso, a não ser pelo amor de sua belíssima namorada, agora vivida por Rosie Huntington-Whiteley (que cumpre o mesmo papel raso de Megan Fox: ser um colírio). O elenco de apoio, com grandes nomes (John Turturro, John Malkovich, Patrick Dempsey, Josh Duhamel, Frances McDormand), serve apenas para fazer volume humano na tela, já que seus personagens não são bem desenvolvidos.

Criticar a franquia ‘Transformers’ é um trabalho difícil. Como seu diretor, é uma trilogia megalomaníaca, que cumpre com louvor o papel de entreter, mesmo que não adicione nada em sua vida. Imprescindível assistir em 3D!

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