Dinair Isaac se diz otimista com negociações junto ao Hospital São José

“Espero chegar o dia que nenhum cidadão ficará sem atendimento médico, e nenhum Hospital baterá a porta na cara de uma Mãe que está prestes a dar a luz ao seu filho” – Dinair Isaac

Dinair Isaac participa da reunião sobre situação do HSJ

CAPINÓPOLIS – Por que Capinópolis luta tanto para que o Hospital São José em Ituiutaba não feche suas portas? Essa é a pergunta feita por algumas pessoas que desconhecem a dificuldade dos municípios menores em ter atendimento de média e alta complexidade.

A atenção primária desenvolvida nos municípios, como o caso de Capinópolis acaba sanando o problema de cerca de 80% dos usuários do SUS ou mesmo de programas implantados pela Prefeitura Municipal. Os 20% restante são casos que merecem atenção de algumas especialidades, que na maioria das vezes são levados para Uberlândia e Ituiutaba.

Devido à burocracia e à falta de investimentos, não é novidade o paciente ter que esperar até um mês para conseguir vaga em Hospitais do SUS de Uberlândia, obrigando algumas Prefeituras a desembolsar ainda maios para manter convênios com outros Hospitais, como o caso do Hospital São José de Ituiutaba, onde a Prefeitura de Capinópolis repassa mensalmente o valor de R$ 10 mil para que pacientes do município sejam atendidos.

Com a ameaça do fechamento do Hospital, prefeitos da região do Pontal, pertencentes à GRS de Ituiutaba se reuniram na segunda-feira, dia 18, e nesta quarta-feira, dia 20, quando teve na última reunião a presença de dirigentes do Hospital, e da Sociedade São Vicente de Paula. “Na primeira reunião foram expostas as feridas, na segunda reunião conseguiu-se chegar ao diagnóstico, e agora acredito que está se chegando a uma cura para esse problema”, comentou a prefeita Dinair Isaac usando os termos da medicina para explicar o ciclo de reuniões, que teve nesta sexta-feira mais um capítulo.

Para Dinair, a única unanimidade que existe é que todos os prefeitos concordam em dar suporte financeiro para o Hospital, e a única exigência que se faz é que não sejam barrados na porta pessoas que precisam de atendimento medido. “Temos ouvido falar muito em humanização, em carinho, em amor, mas na prática poucas são as atitudes e quando recebemos um telefone de que um paciente do nosso município é barrado na porta de um Hospital, nos corta o coração, e mostra o quanto temos que evoluir para que o cidadão possa ser respeitado de fato”, concluiu a prefeita.

Segundo a prefeita uma proposta foi apresentada pelo Hospital e está em análise por parte dos prefeitos, que terá o suporte do CIS-Pontal – Consórcio Intermunicipal de Saúde do Pontal, hoje presidido pelo prefeito de Ituiutaba, bem como o suporte das Prefeituras de uma forma geral, em especial a Prefeitura de Ituiutaba, que vive de perto o problema enfrentado pelos demais municípios.

Na reunião da última quarta estiveram presentes seis prefeitos: Dinair Isaac – Capinópolis; Valter Pereira – Cachoeira Dourada; Urbino Capanema – Ipiaçu; Joélio Coelho – Centralina; Antonio Celso – Santa Vitória; e Luiz Pedro – Ituiutaba. Ainda marcaram presença, representantes da GRS, COSEMS e das Prefeituras de Canápolis, Campina Verde e Gurinhatã.

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