Cinema: Confira a crítica do filme “O Palhaço”

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Quando Selton Mello fez sua estreia como diretor com Feliz Natal (2008), disse que considerava o longa um “bom primeiro filme”. O Palhaço vem confirmar o pressentimento que surgiu anos atrás.

Além de oferecer ao público uma obra mais madura, Selton aceita o desafio de dirigir a si mesmo.

Por essa razão, O Palhaço significa dois passos adiante em sua carreira como diretor de cinema. O filme conta a história de Benjamin, um palhaço que sofre uma crise de identidade. Seu conflito se resume em uma de suas falas: “Eu faço as pessoas rirem, mas quem me faz rir?”.

Para não tornar-se um material denso, que poderia afastar o grande público, o filme opta por um caminho muito mais leve. Prova disso são as deliciosas participações especiais, quase sempre cômicas. Eis uma lição para os filmes-festa de Xuxa Meneghel, nos quais os convidados disputam para ver quem faz a participação especial mais absurda.

Além de divertir, O Palhaço emociona seu respeitável público com uma história que mostra a força da família circense. Com o estilo de vida nômade que essa arte demanda, o filme ganha ares de road movie – o que abre as oportunidades para as tais participações especiais.

A história se passa em décadas passadas, sem deixar bem preciso o ano. Para ver a situação atual dos profissionais do circo, é aconselhável assistir ao documentário Pindorama – A Verdadeira História dos Sete Anões (2007).

Depois da sessão dupla, ficam algumas questões. Por que um certo banco brasileiro patrocina trupes europeias que combram cerca de R$ 20 por um balde de pipoca? Não seria mais proveitoso (e justo) apoiar artistas brasileiros, que passam por dificuldades?

NOTA: 4/5

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