Iasser Arafat - Divulgação

Funcionários palestinos começaram nesta terça-feira a exumação do corpo do ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, para investigar a acusação de que o dirigente teria sido envenenado.

Arafat está enterrado ao lado da sede da Autoridade Nacional Palestina em Ramallah, na Cisjordânia. O local onde está seu corpo foi coberto com um grande toldo para evitar a aproximação de curiosos.

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O processo de retirada do cadáver do túmulo deverá durar 15 dias, segundo pessoas próximas à investigação e à família consultadas pela agência de notícias France Presse e o jornal francês “Le Figaro”.

As fontes informam aos dois meios que as operações deverão começar pela retirada de cimento e pedras do mausoléu do dirigente até que se chegue à camada de terra que envolve o caixão.

A última camada só será removida quando os juízes responsáveis pelo caso da França e os peritos russos e suíços contratados pela defesa cheguem à Cisjordânia, na semana que vem.

MORTE SUSPEITA

Arafat morreu na França, em 2004, aparentemente por causa de um derrame hemorrágico, causado por uma disfunção sanguínea desconhecida. O corpo do ex-dirigente palestino foi enterrado sem passar por uma autopsia.

Em agosto, a rede televisão Al Jazeera, do Qatar, exibiu uma reportagem com resultados de um relatório da Universidade de Lausanne, na Suíça, que encontrou o radioativo polônio-210 em objetos de Arafat, inclusive em sua emblemática “keffiyeh” (o tradicional lenço palestino).

Em alguns casos, os níveis de material radioativo eram dez vezes maiores que em objetos do grupo de controle, e, de acordo com os cientistas, essa quantidade de polônio não pode ter vindo de fontes naturais.

A exumação foi pedida pela mulher de Arafat, Suha, que acredita que o marido foi envenenado. A intenção é descobrir se há a presença de urânio no corpo do ex-dirigente palestino.

Folha de S. Paulo


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