Decisões: você culpa a gravidade ou assume o controle?

Fico pensando em uma metáfora para nossa reflexão: quando seguramos a caneta em uma mão e a soltamos sobre a outra ela cai? Sim! E a resposta mais provável seria por culpa da gravidade, certo? Mas e se não a soltarmos ela simplesmente não vai cair.

 

Do momento em que acordamos ao momento em que vamos dormir nos deparamos com diversas situações em que devemos tomar decisões. Seja qual camisa vestir, o trajeto para o trabalho ou qual orçamento aprovar e qual planejamento seguir, sempre temos que tomar decisões e arcar com os resultados dela. Se a camisa não combinou, se o trânsito estava engarrafado ou se estourou o orçamento, tudo isso foi reflexo de nossas atitudes. E então, o que fazer quando algo dá errado? Assumimos a responsabilidade e buscamos uma solução ou simplesmente nos omitimos e culpamos fatores externos?

Fico pensando em uma metáfora para nossa reflexão: quando seguramos a caneta em uma mão e a soltamos sobre a outra ela cai? Sim! E a resposta mais provável seria por culpa da gravidade, certo? Mas e se não a soltarmos ela simplesmente não vai cair. Então nós temos o poder de não deixar a gravidade agir. Essa força que puxa tudo para baixo é externa a nós, não podemos alterar isso, mas podemos atuar sobre isso. E muitas vezes agimos pondo a culpa em forças que não compete a nós influir. Culpamos outro departamento, o prazo, o fornecedor. Sempre procuramos culpados, mas em nenhum momento olhamos para dentro e vemos que o culpado (ou um dos) somos nós mesmos. Com toda certeza em algum momento da situação poderíamos ter mudado a história, ter feito diferente, ter agido de tal forma que passaríamos a ser o protagonista e não a vítima.

Sentar no banco do passageiro de um carro, querer ser guiado e depois reclamar, lamentar do trajeto ou destino que foi tomado, não adianta. Os grandes líderes e os bons profissionais, mesmo quando não estão ao volante, sabem que em certos momentos devem tomar uma decisão e dizer que algo não está indo bem e que deve ser mudado. A cultura de uma empresa ou organização é exposta de cima para baixo, mas as mudanças podem vir de baixo para cima. Quando algo incomoda no trabalho ou em casa, qual a atitude que tomamos? Conversamos e tentamos resolver, fazemos diferente e mostramos qual postura seria a mais correta, ou nos juntamos com alguém no corredor e falamos mal de tal pessoa e de seus modos? É nesse momento que devemos ser o piloto do carro e mostrar qual caminho queremos seguir! Falar mal e colocar a culpa nos outros é bem menos produtivo e com certeza não mudará nada.

Dificilmente mudamos comportamentos na base de regras, normas ou missões. Sempre que queremos transformar hábitos e pessoas, fazemos através de exemplos, nós começamos a agir diferente e a mudança em nosso entorno ocorrerá de forma natural. Já trabalhei com empresas que não precisaram mudar nenhuma peça em seu quadro de funcionários, apenas com mudanças de comportamentos gerando exemplos de um novo jeito de fazer os resultados voltaram a aparecer. O coaching é um dos caminhos que podem auxiliar na mudança dessa postura, principalmente dos líderes, onde podem replicar os conhecimentos e repassar para todas as equipes. Essas mudanças no dia-a-dia farão com que aumente a produtividade, que as pessoas tenham mais sinergia e que todos trabalhem rumo ao mesmo objetivo.

 

Fonte :http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/decisoes-voce-culpa-a-gravidade-ou-assume-o-controle/69435/

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