Uberlândia cai para 4ª posição em ranking estadual do PIB

valor do Produto Interno Bruto (PIB) de Uberlândia passou de R$ 16,1 bilhões em 2009 para R$ 18,3 bilhões em 2010

Uberlândia perdeu posição no ranking das dez cidades mineiras com maior valor de Produto Interno Bruto (PIB) mesmo apresentando crescimento de 13,6% no indicador entre 2009 e 2010, segundo dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE). Com um montante nominal que subiu de R$ 16,1 para R$ 18,3 bilhões de um ano para o outro, o município do Triângulo Mineiro caiu do terceiro para o quarto lugar, sendo superado por Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que teve crescimento de 21%, com o indicador saindo de R$ 15,3 para R$ 18,5 bilhões.

Mesmo assim, Uberlândia se manteve na 26ª posição em âmbito nacional, já que o município, embora tenha perdido colocações no ranking para Contagem (MG) e Joinville (SC), as recuperou por ter superado Belém (PA) e Canoas (SC). O município tem conseguido conservar, desde 2006, a taxa de crescimento do PIB local entre 12% e 14%.

Segundo o prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, a alta do PIB entre 2009 e 2010 poderia ter sido maior se uma grande empresa, cujo nome não foi revelado, tivesse se instalado na cidade no período. “Ela não veio por causa da crise nacional. Mas o importante é que crescemos e tenho certeza de que, quando os índices mais recentes forem divulgados, estaremos mais bem colocados nacionalmente”, afirmou.

Na avaliação do economista e professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Eduardo Nunes Guimarães, a queda estadual tem importância mínima. Segundo ele, isso é devido à impossibilidade de comparar diretamente as economias de Uberlândia e Contagem, já que a última é ligada à capital mineira e tem atividades em mineração e metalurgia, que podem gerar desempenho irregular. “A economia uberlandense é diversificada, com uma área agrícola forte, e tem histórico de concentrar as atividades do entorno”, disse, lembrando que, em termos reais, o crescimento anual local deve ficar entre 4% e 5%, semelhante ao dos países asiáticos em ascensão.

Índice é baseado em bens e serviços

O Produto Interno Bruto (PIB) é um indicador que representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região durante um período determinado. Ele é um dos índices mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de mensurar a atividade econômica dos lugares.

Existem dois tipos de índices PIB: o nominal e o real. O primeiro diz respeito ao cálculo dos preços correntes no ano em que o produto ou serviços foi produzido e comercializado. Já o segundo, faz um cálculo de preços constantes, em que o efeito da inflação dos anos de referência é eliminado.

Renda per capita chega a R$ 30,4 mil

Com o crescimento de 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) uberlandense nominal entre 2009 e 2010, a renda per capta anual chegou ao mínimo de R$ 30.464, segundo aponta a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve um aumento de mais de 33% em relação ao último levantamento, de 2008, que apontava um PIB per capta de R$ 22.925.

Há dois anos, para a pesquisa do órgão, foi considerada uma população de 600.285 habitantes em Uberlândia.

Setor de serviços gera R$ 9,2 bilhões

Todos os segmentos que contribuem com o Produto Interno Bruto (PIB) tiveram crescimento entre 2009 e 2010 em Uberlândia. No entanto, o setor de serviços continua sendo o que mais contribuiu para o resultado total do indicador, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa situação, que segue o histórico, cooperou com R$ 9,2 dos R$ 18,3 bilhões circulados.

Em segundo lugar, apareceu o segmento de indústria, que foi responsável por R$ 4,4 bilhões. Em terceiro ficou a agropecuária, com R$ 415 milhões. O restante dos valores foi relativo aos tributos sobre os produtos e aos gastos da administração, saúde e educação públicas.

Para o presidente da União das Empresas do Distrito Industrial de Uberlândia (Unedi), Lázaro Reis Magalhães, há a tendência de que o segmento industrial avance e se posicione para frente nos próximos anos, ajudando ainda mais o PIB uberlandense. “Isso se houver incentivo fiscal e o poder público garantir espaço físico”, disse.

No ano passado, a Prefeitura de Uberlândia contemplou a cidade com mais um Distrito Industrial e um Polo Tecnológico para suportar o possível crescimento deste setor.

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