“The Hour”, uma minissérie em forma de obra prima, mas que não agradou a ‘massa’

Minissérie em 12 episódios divididos em duas temporadas

Ambientado em 1956, a minissérie da britânica BBC é tida com uma obra prima da indústria.

A primeira temporada é situada durante a crise do Canal de Suez, The Hour conta a história do jornalista Freddie Lyon (Whishaw), jornalista competente, porém bastante crítico à mídia de sua época por achar que nela não existe mais liberdade criativa. Ele é contratado para participar do novo programa de sua amiga, Bel Rowley (Garai), porém o cargo de âncora que ele almejava foi ocupado por Hector Madden (West).

Hector é um mulherengo charmoso, que conquista o público ao ancorar o “The Hour”, uma revista eletrônica semanal de 60 minutos.

No meio disto, vemos uma investigação de Freddie, cujas consequências provavelmente colocarão a vida dele, e de outras pessoas, em risco.

A minissérie conta com 6 episódios e está disponível pela Netflix, operadora On demand de streaming de vídeo, e conta cenários e comportamentos típicos da década de 50.

Para quem gosta de séries dubladas, a grande surpresa é a mudança de dubladores na segunda temporada, mas o estúdio de dublagem também dá show. Outro fato que chama a atenção é o título do tele jornal, que na primeira temporada é traduzido para versão em português “A hora” e na segunda temporada é adotado o nome original “The Hour”.

A segunda temporada é ainda melhor que a primeira, mostrando o poder de manipulação de chefes do crime organizado. Os seis episódios exploram a prostituição, o racismo e o jogo de interesses e manipulação de líderes do governo que tentam desacreditar o “The Hour” perante a população.

O “The Hour” tem um concorrente a sua altura, o telejornal da “I TV” que tenta contratar o âncora Hector Madden.

A trama é uma grande obra prima da indústria cinematográfica britânica e faz um mergulho na história que compôs as conquistas modernas.

“The Hour” perdeu público durante a segunda temporada e não foi renovada, uma pena, pois a qualidade da produção não pode ser, nem de longe, comparada aos “besteiróis” norte americanos. O grande público ainda prefere as histórias de vampiros e lobos, ou até mesmo, as sangrentas e macabras séries, que tem uma simples história com plano de fundo e um grande espetáculo da violência em primeiro plano.

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