Diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta chance de cura

Quanto mais cedo descobertos os tumores na mama, por meio dos exames preventivos, maiores são as chances de cura, aumentando a possibilidade em mais de 90%, e, com esse cenário, as cirurgias são menos agressivas. Por isso, os médicos oncologistas destacam tanto a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O estágio inicial de um tumor, que ainda seja medido em milímetros, possibilita a preservação da mama durante a cirurgia e até pode livrar a mulher das sessões de quimioterapia e radioterapia, segundo oncologistas. Com essa situação, a paciente também pode retornar mais rápido ao convívio social e familiar do que se o tratamento fosse de tumores com um centímetro ou mais. “A cada centímetro que cresce, as chances de cura diminuem e, no Brasil, os diagnósticos mais comuns ainda são de tumores grandes, descobertos tardiamente”, disse o médico oncologista Glauco Costa Silveira.

As medidas para se detectar o câncer de mama precocemente estão, basicamente, contidas nos exames ginecológicos anuais. Mas a mamografia, que permite a descoberta do nódulo ainda não perceptível com o toque, portanto de forma mais precoce, e o autoexame, que pode ser feito em casa pela própria mulher mensalmente depois da primeira menstruação, são específicos deste caso.

Para a médica oncologista Paula Philbert Lajolo Canto, com o autoexame, a mulher pode conhecer o próprio corpo e perceber alterações importantes, mas ele só identifica nódulos grandes. “A paciente precisa tocar os seios e verificar se existe a presença de nódulos, se há alguma secreção que saia do bico, mudança de cor, textura e temperatura da pele da mama e também se existe a presença de algum caroço na região da axila.”

Costureira trata-se após tirar nódulo

Paula Lajolo explica detalhes sobre a realização do autoexame (Foto: Cleiton Borges)

A costureira Lourdes Aparecida Ramos Vieira, de 53 anos, está em tratamento contra o câncer de mama em uma clínica particular na cidade de Uberlândia. Depois de passar por cirurgia para retirar o nódulo, ela fez quimioterapia durante seis meses (a última sessão foi em agosto). O tumor apareceu em novembro de 2012 e se desenvolveu rapidamente no intervalo dos exames ginecológicos anuais.
“O diagnóstico precoce foi fundamental, porque eu poderia ter outros nódulos e este que retirei (de 3 cm) poderia ser ainda maior. Estou muito confiante”, disse ela.

Mamografia reforça prevenção

A mamografia é um exame para a detecção precoce do câncer de mama. Recomendada a partir dos 45 anos, deve ser feita em menor idade quando existem outros casos da doença na família ou também de câncer de intestino, ovário ou endométrio (camada que reveste o útero). Esse exame pode ser realizado até por mulheres que têm prótese de silicone e é mais eficaz que o autoexame, porque identifica tumores não perceptíveis com o toque.

De acordo com o médico ginecologista Paulo Gustavo Pimenta, outro exame, o de ultrassonografia da mama, é indicado para pacientes jovens, geralmente com idade entre 20 e 30 anos, cujo tecido mamário é mais denso, e que já tenham a suspeita do câncer. “Este exame vai complementar a mamografia e auxiliar o médico no estudo do caso.”

Parceria – Correio de Uberlândia

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