Pastor evangélico é preso suspeito de desviar cerca de R$ 200 Mil de ONG em Uberlândia

Pastor Roni Vieira foi detido suspeito de desviar  R$ 200 mil | (Foto: Vanessa Pires/G1)
Pastor Roni Vieira foi detido suspeito de desviar
R$ 200 mil | (Foto: Vanessa Pires/G1)

ATUALIZADA EM 19/02/14 ÀS 22h:01m

UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – Um homem foi preso na tarde da última segunda-feira (10) por suspeita de desviar cerca de R$ 200 Mil de uma Organização Não Governamental (ONG).

A ONG recebia verba da prefeitura Municipal e era gerida por uma igreja evangélica e deveria cuidar de 100 crianças, recebendo um valor de R$ 160 por assistido. Um pastor foi conduzido para a delegacia e equipamentos de informática também foram apreendidos pela Polícia Militar (PM) para investigações.

Suspeita-se de que os objetos declarados nos relatórios não tenham sido adquiridos, pois não foram encontrados durante a renovação do convênio. O pastor Roni Vieira Santos nega as acusações e alega que todos os recursos foram aplicados devidamente.

“Quando fomos fazer a renovação do convênio neste ano, detectamos que o atendimento não era feito como deveria e

 Igreja Batista Getsêmani, que administra a ONG | (Foto: Vanessa Pires/G1)
Igreja Batista Getsêmani, que administra a ONG | (Foto: Vanessa Pires/G1)

que os produtos comprados não estavam na instituição”, explicou o secretário executivo dos Conselhos, Wender Marques.

“Quando chegamos ao local, havia apenas oito crianças e itens como carteiras, freezers e computadores não existiam”. Ainda segundo Wender, foi repassado R$ 100 mil para a construção de uma quadra esportiva, mas também não foi feita.

Um morador da região, que preferiu não ser identificado, disse que a filha fazia atividades no local e que era cobrada uma taxa de R$ 20 por mês para frequentar as aulas.

O pastor disse que a taxa de R$ 20 cobrada pela ONG aos estudantes era utilizada para custear as despesas, já que a verba repassada pela prefeitura era insuficiente. “Você acha que R$ 160 por criança dá para pagar professores, alimentos, copeiros e materiais? Muitas vezes eu ajudei com meu dinheiro, pois estamos em um bairro pobre”, finalizou.

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