CAPINÓPOLIS – A Secretaria Municipal de Saúde, por intermédio da Equipe de Residência Multiprofissional – UFU (Universidade Federal de Uberlândia), ministraram no último dia 7, uma capacitação sobre violência doméstica para as equipes dos PSF’s que atuam na Atenção Primária do município.

Segundo os organizadores, a capacitação teve o objetivo de orientar os profissionais da área da saúde de como identificar, reconhecer e orientar as famílias que estão vivenciando situações de violência doméstica, incentivando a notificação e a denúncia desses casos.

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De acordo com a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) que é uma instituição particular de solidariedade social, pode-se ainda distinguir a Violência Doméstica entre:  Violência doméstica em sentido estrito (atos criminais enquadráveis no art. 152º: maus tratos físicos, maus tratos psíquicos, ameaça, coação, injúrias, difamação e crimes sexuais); Violência doméstica em sentido lato que inclui outros crimes em contato doméstico (violação de domicílio ou perturbação da vida privada, devassa da vida privada, imagens, conversas telefônicas, e-mails, revelar segredos e factos privados, violação de correspondência ou de telecomunicações, violência sexual, subtração de menor, violação da obrigação de alimentos, e homicídio tentado/consumado,  dano, furto e roubo).

Na palestra foram mostrados aos presentes, os vários tipos de violência:

  • Violência emocional: qualquer comportamento do(a) companheiro(a) que visa fazer o outro sentir medo ou inútil. Usualmente inclui comportamentos como: ameaçar os filhos; magoar os animais de estimação; humilhar o outro na presença de amigos, familiares ou em público, entre outros.

  • Violência social: qualquer comportamento que intenta controlar a vida social do(a) companheiro(a), através de, por exemplo, impedir que este(a) visite familiares ou amigos, cortar o telefone ou controlar as chamadas e as contas telefónicas, trancar o outro em casa.

  • Violência física: qualquer forma de violência física que um agressor(a) inflige ao companheiro(a). Pode traduzir-se em comportamentos como: esmurrar, pontapear, estrangular, queimar, induzir ou impedir que o(a) companheiro(a) obtenha medicação ou tratamentos.

  • Violência sexual: qualquer comportamento em que o(a) companheiro(a) força o outro a protagonizar atos sexuais que não deseja. Alguns exemplos: pressionar ou forçar o companheiro para ter relações sexuais quando este não quer; pressionar, forçar ou tentar que o(a) companheiro(a) mantenha relações sexuais desprotegidas; forçar o outro a ter relações com outras pessoas.

  • Violência financeira: qualquer comportamento que intente controlar o dinheiro do(a) companheiro(a) sem que este o deseje. Alguns destes comportamentos podem ser: controlar o ordenado do outro; recusar dar dinheiro ao outro ou forçá-lo a justificar qualquer gasto; ameaçar retirar o apoio financeiro como forma de controle.

  • Perseguição: qualquer comportamento que visa intimidar ou atemorizar o outro. Por exemplo: seguir o(a) companheiro(a) para o seu local de trabalho ou quando este(a) sai sozinho(a); controlar constantemente os movimentos do outro, quer esteja ou não em casa.

O evento foi realizado no CATRU, tendo como palestrante Karine Borges – Enfermeira, com o apoio da equipe Emiliano Teixeira – Psicólogo, Nátila Soares – Dentista e Tamarah Carvalho – Dentista.

 CAP-CapacitacaoViolenciaDomestica


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