PAULO BRAGA / JORNAL TUDO EM DIA

João Lyra | Reprodução
João Lyra | Reprodução

CAPINÓPOLIS, PONTAL MINEIRO – Uma assembléia de credores da Massa Falida Laginha Agroindustrial S/A está agendada para a amanhã, quinta-feira (17) em Coruripe- AL. A assembléia havia sido adiada por falta de um planejamento de continuidade, mas retomada, deve apresentar plano para quitação das dívidas, que passam de R$2 Bilhões, sendo mais de R$ 120 milhões em dívidas trabalhistas e mais  de R$ 500 milhões em impostos.

Segundo informações, a usina Vale do Paranaíba, instalada em Capinópolis-Mg., deve cerca de R$ 4 Milhões aos cofres do município.

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Os credores acreditam que nesta assembleia os administradores judiciais apresentarão um plano para venda de ativos da massa falida e de liquidação da dívida.

“Primeiro serão pagos os trabalhadores, depois os outros credores ”, disse o advogado Everaldo Patriota, que representa alguns credores alagoanos. Segundo Patriota, o plano de gestão é uma “bússola” para orientar os credores: “é uma questão jurídica complexa e o plano vai dar o norte a todos os envolvidos no processo”, afirma.

O administrador judicial, Carlos Benedito Lima Franco dos Santos e gestor das atividades provisórias, Felipe Carvalho Olegário de Souza, podem continuar ou não nas suas funções.  Se o plano for reprovado outros administradores serão nomeados.

Algumas pessoas que entraram com ação judicial no Pontal do Triângulo Mineiro, onde o grupo tem duas usinas instaladas, enviaram procuração para que todos os processos sejam protocolados em Alagoas.

A instabilidade das usinas Vale do Paranaíba em Capinópolis e Triálcool em Canápolis tem desestabilizado financeiramente a região, que sobrevivia de uma economia dependente da renda gerada pelas usinas, fornecedores e trabalhadores do grupo.


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