Segundo o delegado Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, foi possível rastrear os membros da rede depois que um deles foi preso há cerca de seis meses (Foto: Marcos Ribeiro 5/10/2014)
Segundo o delegado Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, foi possível rastrear os membros da rede depois que um deles foi preso há cerca de seis meses (Foto: Marcos Ribeiro 5/10/2014)

A Delegacia Regional de Polícia Federal de Uberlândia, com o apoio da Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil pela Internet (URCOP/SRCC/DICOR/DPF), deflagrou, na madrugada desta quarta-feria (29), a Operação Infância Segura II, contra a pornografia infantil na internet. Em Uberlândia, estão sendo realizadas buscas, mas até o momento ninguém foi preso. Em todo o país, quarenta mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em 27 cidades.

A investigação levou os policiais a um grupo secreto que usava um aplicativo de compartilhamento de dados que permitia seus membros trocar imagens de crianças em situações constrangedoras, nuas ou tendo relações sexuais. Os dados trocados pelos suspeitos eram criptografados, o que dificulta o seu bloqueio pelo administrador do aplicativo e a notificação de autoridades.

Até agora foram presas dezenas de pessoas em todo o país, entre elas, um homem, no Nordeste, com um HD de 2 GB contendo vídeos e imagens. “Além do Brasil, em países da Europa, como a Grécia, também há suspeitos a serem capturados e buscas a serem feitas”, afirmou o delegado-chefe da PF em Uberlândia, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo,

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Segundo o delegado foi possível rastrear os membros da rede depois que um deles foi preso há cerca de seis meses. “A correria agora é para poder identificar essas crianças que teriam sido vítimas desses abusadores e verificar a situação de vulnerabilidade em que estão”, disse D’Ângelo.

O balanço da operação será divulgado até o fim do dia.

Os suspeitos presos durante a Operação Infância Segura II, da Polícia e Justiça Federal de Uberlândia (PF), devem responder pelos crimes de posse, compartilhamento e produção de pornografia infantil. As penas para esses crimes variam de 2 a 8 anos de prisão.

De acordo com o delegado-chefe da PF em Uberlândia, Carlos D’Ângelo, caso seja comprovado que os abusos sexuais cometidos foram feitos pelos próprios suspeitos, eles podem responder também por estupro de vulnerável cuja pena vai de 8 a 15 anos de reclusão.

Correio de Uberlândia


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