O empresário Antônio Eustáquio Rodrigues, 64, foi solto por volta das 11h deste sábado (8) do presídio de Teófilo Otoni (472 km de Belo Horizonte), 88 dias após sua prisão.

Rei da Cachaça deixa prisão em Minas Gerais após 88 dias
Rei da Cachaça deixa prisão em Minas Gerais após 88 dias

Maior produtor de cachaça artesanal do país e proprietário das marcas Seleta e Boazinha, Toni Rodrigues é acusado pelo Ministério Público de Minas Gerais de tentativa de homicídio, pedofilia e estupro de dois adolescentes.

A reportagem do UOL (Portal de notícias do grupo Folha) tentou entrar em contato com o advogado do empresário, Maurício Campos, mas não foi atendida.

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Rodrigues obteve um alvará de soltura (habeas corpus) na noite desta sexta-feira (7), concedido pela Justiça de Salinas (MG), de acordo com a Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais.

Suspeita de violência sexual e tentativa de homicídio

De acordo com o processo contra o empresário, as vítimas de violência sexual são um menino de 14 anos e uma garota de 15. Eles são moradores da periferia de Salinas (MG), município a 671 quilômetros de Belo Horizonte, mesmo local onde mora o empresário e que abriga a sede da empresa fundada por ele.

Segundo as denúncias, os abusos contra os adolescentes teriam começado quando ambos tinham 13 anos.

Ainda de acordo com as denúncias, a tentativa de homicídio teria acontecido em 18 de julho deste ano. A vítima não foi identificada. A prisão de Rodrigues tinha sido decretada baseada em depoimentos de testemunhas, que disseram que o empresário espancou outro garoto e ameaçou atirar nele.

Problemas de saúde

A Seleta, empresa de Rodrigues, é a maior produtora de cachaça artesanal do país, com produção de 1,5 milhão de litros da bebida por ano.

Além da fábrica localizada em Salinas, a empresa tem um grande tonel para armazenamento de cachaça, uma engarrafadora e galpões próprios. Emprega cerca de 150 pessoas.

Na época da prisão, em 12 de agosto, a Seleta informou que Rodrigues estava afastado da direção da empresa desde 2006, por decisão do conselho administrativo do grupo, “em virtude de graves problemas de saúde”.

O comunicado afirmava, ainda, que mesmo “diante dos problemas pessoais enfrentados pelo seu sócio-fundador, Antônio Eustáquio Rodrigues, (a empresa) continua a operar regularmente”.


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