por Vinícius Lemos

A empresa fará um levantamento das causas do impacto. (Foto: Marcos Ribeiro)
A empresa fará um levantamento das causas do impacto. (Foto: Marcos Ribeiro)

Uma detonação programada em uma das três britadoras de Uberlândia chamou a atenção pelo impacto causado e que pôde ser ouvido e sentido a quilômetros de distância do ponto onde ocorreu, próximo ao Distrito Industrial, zona norte da cidade. A empresa fará um levantamento das causas do impacto nessa terça-feira (25).

O superintendente da BT Construções, João Wellington Vilela, confirmou que o impacto causado pela explosão foi atípico, mas que a carga de 3 mil kg de explosivos usada foi considerada menor que o normal para esse tipo de trabalho. “Acredito que o impacto na pedra ou a posição do explosivo pode ter causado essa vibração anormal. Costumamos usar mais cargas até maiores, mas vamos avaliar o que aconteceu”, afirmou.

Francisco de Araújo Neto contou que o impacto da detonação chegou a abrir trincas no muro de sua casa no bairro Guarani (Foto: Marcos Ribeiro)
Francisco de Araújo Neto contou que o impacto da detonação chegou a abrir trincas no muro de sua casa no bairro Guarani (Foto: Marcos Ribeiro)
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A britadora fica próxima ao anel viário Ayrton Senna,perto do bairro Guarani e do aterro sanitário. A reportagem do CORREIO recebeu relatos de pessoas que sentiram o tremor causado pela detonação em bairros como Santa Mônica, na zona Leste, e Tabajaras, no setor central, e no Jardim Europa, zona oeste.

Moradora do bairro Guarani, Maria Francisca do Nascimento disse nunca ter sentido algo parecido (Foto: Marcos Ribeiro)
Moradora do bairro Guarani, Maria Francisca do Nascimento disse nunca ter sentido algo parecido (Foto: Marcos Ribeiro)

Segundo o moradores que vivem há anos nas redondezas da britadora, esse foi um dos maiores estrondos ouvidos. Francisco de Araújo Neto contou que o impacto da detonação chegou a abrir trincas no muro de sua casa, que fica na avenida Carnaval, no Guarani. “Caiu o reboco de uma parede. As cinco pessoas que estavam aqui em casa saíram pra rua para ver o que estava acontecendo”, disse. Em 20 anos morando na rua do Baião, Maria Francisca do Nascimento afirmou que nunca houve algo igual. “Tremeu toda a minha casa, meus vizinhos estavam assustados. Nem sabíamos o que poderia ser”.

Correio de Uberlândia


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