Para matar garageiro em Uberlândia, mandante teria pago R$ 5 mil

Suspeitos foram apresentados à imprensa na manhã desta quinta-feira (11) (Foto: Diogo Machado)
Suspeitos foram apresentados à imprensa na manhã desta quinta-feira (11) (Foto: Diogo Machado)

A investigação da Delegacia de Homicídios que levou à prisão de cinco suspeitos de matar o garageiro Luciano de Paula, de 42 anos, e Flávio de Almeida Pira, de 36 anos, também apontou que R$ 5 mil foram pagos aos executores do crime. Segundo o delegado do caso, Mateus Possancini, quatro dos suspeitos já estavam presos por outros crimes e o mandante do assassinato foi capturado na última quinta-feira (4). O crime aconteceu em fevereiro deste ano em uma revenda de veículos no bairro Brasil, setor central de Uberlândia.

Possancini esclareceu que João Batista de Oliveira Bastos teria vendido um terreno irregular no bairro Aclimação, na zona leste da cidade, a Luciano de Paula, que, por sua vez, queria revender a área que compreende seis lotes. “O Luciano não teve sucesso pra regularizar a área e então queria o dinheiro que teria pago pelo lote e também desistir do negócio. Foi isso que motivou o crime”, disse o delegado. A área está avaliada em cerca de R$ 300 mil.

Para matar Luciano de Paula, Bastos pediu a seu irmão, Juarez Oliveira Bastos, também preso, que contratasse alguém que cometesse o crime. Ele teria contratado Marco Aurélio da Cruz, de 35 anos, e Lauro da Silva Silveira, de 30 anos, para assassinar o garageiro. No dia do crime, Lauro e Marco Aurélio vieram de Ituiutaba, pegaram o carro usado no crime em um terreno pertencente a João Bastos e foram até a revenda de veículos. “Temos imagens em que Marco é visto passando pelo local e depois estacionado do outro lado da rua, e também de Lauro dentro da loja sacando o revólver e depois fugindo até o carro”, disse o delegado. Como Flávio de Almeida estava próximo ao suspeito, a polícia acredita que ele foi atingido por um tiro por engano. Após o crime, os suspeitos voltaram a Ituiutaba junto com Juarez Bastos.

A mulher de Lauro, Karina Poliana Batista, também foi presa por ter falsificado documentos que teriam sido usados pelo marido para comprar um celular. “O aparelho foi usado para ligar para Luciano e Lauro saberem quem deveria ser morto”, esclareceu Possancini.

Suspeitos serão indiciados por duplo homicídio triplamente qualificado

O delegado que investiga o assassinato dos garageiros, Mateus Possancini, tem dez dias para remeter o inquérito, que já está pronto, à Justiça. Os suspeitos devem ser indiciados por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, sem possibilidade de defesa da vítima e mediante pagamento. Eles negaram o crime durante apresentação deles à imprensa na Delegacia Regional de Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (11).

Além desses assassinatos, segundo a delegada regional Márcia Regina Pussoli, alguns dos suspeitos teriam envolvimento com roubo e desmanche de veículos e um deles em uma tentativa de homicídio. “Todos os outros crimes que pesem sobre eles serão verificados e, se houver indícios, serão devidamente investigados e remetidos à Justiça”, disse.

Correio de Uberlândia

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