Empresa de Uberlândia distribui aromas em todo o país

José Ricardo Carrara Lelis fundou a empresa em 1995 e hoje vê sua marca chegar a várias regiões (Foto: Marcos Ribeiro)
José Ricardo Carrara Lelis fundou a empresa em 1995 e hoje vê sua marca chegar a várias regiões (Foto: Marcos Ribeiro)

Uma empresa de Uberlândia, especializada no ramo de aromas, coloca no mercado, atualmente, mais de 200 produtos, divididos em nove categorias nas linhas comercial e industrial. A Arômata, que mantém uma indústria no bairro Custódio Pereira, zona leste da cidade, e uma destilaria – onde é feita a extração de óleo de eucalipto – no município vizinho de Prata, completa em 2015 duas décadas de existência.

A empresa foi criada em 1995, por José Ricardo Carrara Lelis, hoje com 54 anos. A paixão pelos aromas surgiu quando ele ainda era um universitário. O administrador e engenheiro agrônomo, formado respectivamente em 1981 e 1982, em Espírito Santo do Pinhal (SP), começou a se especializar na área na qual se tornaria um empresário realizado, durante a faculdade.

A intenção inicial era contribuir com um negócio da família voltado somente para a extração de aromas. Depois de alguns anos, José Ricardo alugou a estrutura já existente (floresta de eucalipto e indústria) e fundou a Arômata. Nos anos seguintes, o empresário conseguiu vários avanços para a atividade. Em 2004, plantou a primeira floresta própria e, em 2012, inaugurou a indústria própria.

Hoje, a atuação da empresa consiste na extração de óleo de eucalipto, que é vendido como matéria-prima para outras indústrias e, parte, utilizado pela Arômata em seus produtos; e na elaboração de diversos itens voltados para o bem-estar e para os mercados místico e exotérico, seus principais consumidores.

Entre os produtos que a empresa coloca no mercado estão óleos, essências e velas aromáticas, difusores, aromatizadores (automotivo e de ambientes) e sprays. A fabricação de alguns produtos, como velas e difusores, é terceirizada, mas tem o controle de qualidade garantido pela empresa de aromas, por meio de um laboratório próprio. Os aromas de outras plantas, fora o eucalipto, também são comprados de outras indústrias e até importados, no caso daqueles que não são produzidos no Brasil, a lavanda, por exemplo. De acordo com José Ricardo Lelis, todos os produtos têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por meio de representantes, os produtos com a marca Arômata chegam a todo o país, com maior volume de vendas nas regiões Sudeste e Nordeste. Por mês, são vendidos de 16 mil a 20 mil frascos, de 10 ml e 30 ml, de essências aromáticas, um dos carros-chefes do negócio.

Expansão

A destilaria da Arômata tem capacidade para destilar 4 mil hectares (ha) de florestas e, atualmente, trabalha com 750 ha. Por isso, a empresa está ampliando a plantação de eucalipto. Hoje, a produção está entre 5 e 6 t (t) mensais de óleo extraído da planta. A intenção, segundo José Ricardo Lelis, é chegar a 25 t por mês. Com o aumento da produção, será necessário buscar novos espaços no mercado. Para isso, a empresa está cadastrando mais representantes e distribuidores no país. “O Brasil é o maior produtor, exportador e consumidor de óleo de eucalipto do mundo”, afirmou.

Sustentabilidade é um dos focos de investimentos

De olho na sustentabilidade, a Arômata – empresa especializada no ramo de aromas -, criou um ‘braço’ da atividade, a Florestal Indústria e Comércio, para dar destinação à madeira do eucalipto cujas folhas são utilizadas na extração de óleo.
Outra medida que torna autossustentável a destilaria, instalada no município de Prata, é a utilização dos resíduos das folhas de eucalipto. Cerca de 20% alimentam as caldeiras e o restante é transformado em briquete (lenha ecológica), que é vendido. Um circuito fechado garante a reutilização de água na indústria.

O empresário José Ricardo Carrara Lelis, fundador da empresa, faz questão de ressaltar os avanços registrados também em favor do meio ambiente. Quanto ao sucesso do negócio, ele disse que, para aumentar a chance de alcançar esse estágio, é preciso, primeiro fazer uma pesquisa de mercado e, acima de tudo, gostar do que faz e ter perseverança.

Correio de Uberlândia

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