As medidas anunciadas, na última semana, pelo Governo Federal, entre elas o aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que passou de 1,5% para 3% ao ano, elevarão os custos dos empréstimos para pessoa física. No entanto, os associados das cooperativas de crédito não sofrerão com essa elevação.

De acordo com o presidente da Cooperativa de Crédito dos Produtores Rurais e de Livre Admissão do Triângulo – Sicoob Creditril e membro do Conselho de Administração da Central das Cooperativas de Crédito de Minas Gerais – Sicoob Central Cecremge, Charles Drake, um exemplo prático desse acréscimo ocorre no caso de um financiamento de R$ 200.000,00 com prazo para pagamento a partir de 12 meses. Com a taxa de IOF de 3% mais os 0,38% de taxa adicional, que incide na abertura das operações de crédito, perfazendo um total de 3,38%, o financiamento custará, a mais, para o bolso do cliente bancário R$ 6.760,00. “Diferentemente dos clientes que optam por fazer o financiamento em bancos, o associado de uma cooperativa de crédito não será penalizado com essa medida, já que legislação prevê que as cooperativas estão isentas da cobrança do IOF aos cooperados. A eles será cobrada somente a taxa adicional de 0,38%”, explica.

Exemplo

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Um crédito de R$ 200.000,00

Associado da cooperativa não paga IOF porque é isento.

Cliente do banco pagará 3% de IOF no valor de R$ 6.000,00 + 0,38% totalizando R$ 6.760,00

Para obter a vantagem, basta que a pessoa associe-se a uma cooperativa de crédito. “O sistema Sicoob, por exemplo, tem mais de 2,3 mil pontos de atendimento e mais de 600 correspondentes em todo o Brasil. Uma grande oportunidade para os brasileiros associarem-se e usufruírem de todos os benefícios gerados pelo sistema cooperativista de crédito”, finaliza Charles Drake.


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