Empresário é condenado a 16 anos de prisão por morte de sócio em Belo Horizonte

Gustavo Felício da Silva foi morto com um tiro em agosto de 2009 Record Minas
Gustavo Felício da Silva foi morto com um tiro em agosto de 2009
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Foi condenado na madrugada desta sexta-feira (13) o empresário Leonardo Cipriano, acusado de matar o sócio Gustavo Felício da Silva, ex-proprietário da boate Pantai Lounge, em agosto de 2009. O réu deve cumprir 16 anos e seis meses de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

O julgamento teve início na tarde de quinta-feira (12) no 1º Tribunal do Júri, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e foi presidido pelo juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga. Durante a sessão, duas testemunhas de acusação e quatro de defesa foram ouvidas, além do réu.

De acordo com as investigações, o assassinato de Silva aconteceu no dia 28 de agosto de 2009 dentro da boate, mas o corpo só foi encontrado alguns dias depois em um carrinho de supermercado, já em estado de decomposição, e coberto por uma lona preta. Ainda conforme a perícia, a vítima apresentava um tiro na cabeça e sinais de espancamento e estrangulamento.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Cipriano teria matado o sócio devido a um desentendimento sobre a administração da casa noturna da qual os dois eram proprietários. Ele chegou a confessar o crime à época, mas alegou ter atirado acidentalmente.

Em depoimento durante o júri, psicólogos contratados pela defesa afirmaram que, após o crime, o réu sofreu um estresse pós traumático, o que o impediu de ter discernimento sobre a ocultação do corpo.

Mas o promotor Francisco Rogério assegurou que a arma utilizada no crime possui dispositivos de segurança que previnem disparos acidentais e que, o tiro disparado contra Silva teria sido intencional. Ele também apontou divergências entre o depoimento do réu e a perícia.

Após a condenação, Cipriano deixou o plenário do tribunal preso. O juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga expediu mandato de prisão imediata do réu, mas ofereceu ao condenado a possibilidade de aguardar os recursos da decisão em liberdade caso aceite se apresentar à Justiça mensalmente, permaneça em casa durante as noites e entregue seu passaporte.

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