Diminuição dos gastos públicos para vencer a crise

(esq) Luiz Pedro e Luiz Felix
(esq) Luiz Pedro e Luiz Felix

ITUIUTABA O que está acontecendo nos lares brasileiros é o mesmo que estará acontecendo, a partir de agora, nas empresas públicas e privadas, a palavra de ordem será “ECONOMIA”.

 Na primeira reunião de secretários municipais, conduzida pelo prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro Corrêa do Carmo, o mesmo solicitou que cada Secretaria buscasse, dentro dos seus limites, diminuir o gasto em pelo menos 20%. “É hora de continuarmos fazendo um serviço de qualidade com menos recursos”, disse o prefeito.

 A alta da gasolina e da energia elétrica trouxeram preocupações ainda maiores para as Prefeituras, que está tendo de trabalhar mediante duas linhas opostas, onde numa crescem as despesas com custeio, por conta das altas promovidas pelo Governo Federal, ao mesmo passo que há queda nos repasses de verbas e atraso no pagamento de convênios para manutenção de programas importantes, como Programa Saúde da Família, Transporte Escolar, dentre outros.

 A chegada da crise às Prefeituras já havia sido alertada pela Confederação Nacional de Municípios e Associação Mineira de Municípios desde outubro do ano passado, onde houve o registro de milhares de municípios brasileiros que não conseguiram pagar 13º salário e salários de dezembro, aumentando ainda mais a apreensão dos prefeitos.

 “Quando pedimos aos secretários para economizar, não representa parar a máquina administrativa, mas sim agir com mais cautela e gastar bem os recursos públicos, ou seja, fazer melhor com menos”, disse o prefeito Luiz Pedro.

 Para Paulo Ziulkoski, presidente da CNM, a alternativa mais viável para manter as Prefeituras desempenhando o seu papel com qualidade é o Pacto Federativo. “Nós precisamos enfrentar essa questão. Não adianta fazer Reforma Política sem antes discutir esse Pacto”, disse.

 Segundo o consultor da CNM, Ângelo Roncalli, há outro agravante que atinge os municípios, que é o pagamento de contrapartidas maiores que os próprios convênios assinados. A contrapartida é um recurso investido pela Prefeitura em convênios firmados com o Estado ou União, onde cada um deles entra com uma parte em determinado programa, que em muitos casos, a verba da Prefeitura é maior que a do Estado e da própria União.

 “Não podemos deixar a crise vencer os municípios. É nessa hora que temos que mostrar competência e sensibilidade na administração pública, e hoje em Ituiutaba, apesar do que está ocorrendo no País, ainda temos feito investimentos importantes para oferecer qualidade de vida à sociedade”, finalizou Luiz Pedro.

 

 

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