Registro de casos aumentou em Uberlândia (Foto: Divulgação/Prefeitura de Uberlândia)
Registro de casos aumentou em Uberlândia
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Uberlândia)

As notificações de casos de Aids entre os jovens de Uberlândia aumentaram nos últimos meses, segundo levantamento da Secretaria de Saúde de Uberlândia. Só em janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados mais de 60 novos casos e o crescimento ocorreu principalmente na faixa etária entre 15 e 21 anos. O crescimento do número de pacientes fez Município contratar novos médicos infectologistas. O Conselho Municipal de Saúde acompanha a situação.

No ano passado, nos quatro primeiros meses do ano, as estatísticas apontavam 43 novos casos no período. Segundo o coordenador Municipal de DST/AIDS, Marco Aurélio Afonso, comparando ao ano passado, o aumento do número de casos de pessoas com HIV é nítido.

Marco Aurélio disse que apesar da estatística, o aumento de casos já era esperado devido a política do Ministério da Saúde de fazer os testes rápidos, pois o resultado sai em poucos minutos.

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Segundo o presidente da Rede Nacional de Pessoas Vivendo e Convivendo com HIV e Aids (RNP), Edval Dias Cantuário, o número é preocupante. Em 2014, de acordo com ele, 406 pessoas procuraram a ONG no primeiro trimestre, enquanto esse ano, no mesmo período, o número já chegou a 485.

O presidente da ONG afirmou que com o crescimento no número de pacientes, o atendimento na rede pública precisa melhorar muito, já que hoje apresenta problemas. Ele disse ainda que uma comissão foi criada no Conselho Municipal de Saúde para acompanhar a situação.

O assunto até se tornou motivo pra um requerimento na Câmara de Vereadores. No início do mês, a vereadora Gláucia da Saúde, solicitou a contratação de mais três médicos infectologistas. O coordenador Municipal de DST/AIDS disse que antes mesmo do pedido, já haviam sido solicitados mais profissionais. A partir de maio serão cinco novos.

Ser portador do vírus HIV é diferente de ter Aids. Entenda cada um na explicação abaixo:

O que é Aids?

Aids, na sigla traduzida do inglês, significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença se manisfesta após a infecção do organismo humano pelo HIV, ou Vírus da Imunodeficiência Humana, também traduzido da sigla em inglês.

Imunodeficiência é uma inabilidade do sistema de defesa do organismo para se proteger contra microorganismos invasores, como o vírus HIV. A Aids não é causada espontaneamente, mas por um fator externo (a infecção pelo HIV).

Mas o vírus tem um longo período de incubação antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso. Por isso, uma pessoa pode ser portadora do vírus sem necessariamente estar com Aids.

Atualmente, a Aids é considerada uma doença de perfil crônico. Ela não tem cura, mas tem tratamento, de maneira que uma pessoa com a doença pode viver com o vírus HIV por um longo perído, sem apresentar nenhum sintoma. Quanto mais cedo a presença do vírus for detectada, mais eficiente poderá ser o tratamento.

O que é HIV?

O Vírus da Imunodeficiência Adquirida é o vírus causador da Aids. Ao entrar no organismo humano, ele se instala nas células do sistema imunológico, responsáveis pela defesa do corpo. As célular mais atingidas pelo HIV são os linfócitos CD4+, justamente aquelas que comandam a resposta específica do corpo diante de agentes como vírus e bactérias.

Instalado dentro das células, o vírus consegue se multiplicar e se espalhar pela corrente sanguínea, contaminando outras células. Com a defesa do corpo prejudicada pelo vírus, a pessoa infectada fica sujeita ao aparecimento de vários tipos de doença.

Mas o HIV pode levar vários anos dentro de um organismo antes de aparecerem os primeiros sintomas. Isso depende do estado de saúde da pessoa, principalmente. Por isso, ser portador do vírus HIV é diferente de ter Aids.

Comportamentos de risco

São considerados comportamentos de risco as ações que podem vir a resultar uma infecção pelo vírus HIV. Ter uma relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos. Compartilhar seringas e agulhas, principalmente no uso de drogas injetáveis. Transfusão de sangue contaminado pelo HIV. Reutilização de objetos cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.

G1/R7


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