Instituto Butantã afirma que vacina contra dengue pode estar disponível em 2016
Instituto Butantã afirma que vacina contra dengue pode estar disponível em 2016

Relatório do Ministério da Saúde mostra que 229 pessoas morreram no país em decorrência da dengue e que 745 mil casos foram constatados neste ano. Os números caracterizam uma epidemia, de acordo com padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sobre as vacinas contra a dengue, o diretor substituto do Instituto Butantã, Marcelo De Franco disse, em entrevista a Jovem Pan, que falta apenas a autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar a fase de testes.

“É o melhor investimento que a gente pode fazer em termos de proteção da população. A vacina protege, não é terapêutica. É melhor prevenir do que remediar”, ressaltou. Segundo o diretor, esta terceira fase é decisiva e prevê experimentos em cerca de 17 mil voluntários de diversas regiões do Brasil.

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As duas fases anteriores, que são testes realizados em humanos permitem verificar se a vacina é segura e se induz uma resposta protetora contra o vírus da dengue. “Já fizemos a fase I e fase II, utilizando aproximadamente 1,3 mil pessoas, e agora solicitamos para a Anvisa o início da fase III”.

A terceira fase de testes da vacina consiste em testes de segurança, eficácia e a capacidade de produzir anticorpos. “Se nós começarmos neste ano, no mais tardar em junho, provavelmente no primeiro semestre do ano que vem tenhamos resultados para dizer se a vacina é eficaz ou não”, explicou.

O cronograma, segundo De Franco é que com a autorização da Anvisa para a fase III, iniciada neste primeiro semestre, já no segundo semestre tenha a autorização para produzir a vacina para a população.

“Já demonstramos que a vacina é segura, que ela induz uma resposta de anticorpos muito eficiente. Ela tem uma resposta protetora de 95% a 100% para os quatro sorotipos e nesta terceira fase verificaremos se ela é eficaz ou não. Ou seja, vamos imunizar 17 mil pessoas e verificar se estas pessoas estão protegidas de fato ou não”, esclareceu.

A vacina

A vacina é de dose única, como a da febre amarela e após 15 a 20 dias ela já induz uma produção de anticorpos na pessoa que protege na faixa de 95% a 100%. “É uma vacina bastante promissora”, disse.

“Por isso que solicitamos para a Anvisa e ela já priorizou o início de fase II desta vacina”, finalizou.


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