CAPINÓPOLIS, TRIÂNGULO MINEIRO – A classe política, empresários e principalmente a população de Capinópolis lamentaram a decisão do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) ao afastarem definitivamente o Juiz Mauro Baldini do processo de falência do Grupo João Lyra.

Mauro Baldini, juiz da Comarca de Coruripe (AL), havia sido afastado temporariamente do caso em Fevereiro após os advogados do Grupo João Lyra entrarem com recurso na 1ª Vara de Coruripe, alegando que o magistrado não poderia se manter à frente do processo por ter demonstrado parcialidade.

No último dia 12 de Maio, uma junta de desembargadores se reuniram para aprovar a volta ou substituição de Mauro Baldino no caso da falência – O desembargador Klever Rêgo Loureiro, votou a favor do afastamento definitivo do juiz e disparou – “Acredito que ele [Baldini], querendo terminar um processo rumoroso desses o mais rápido possível, esqueceu os princípios que regem a lei da Falência. Também deve ter sido tomado pelo clamor das opiniões sobre a massa falida, e acabou prejudicando uma das partes. Para este processo, estou convicto de que ele deve ser substituído”, defendeu o desembargado Klever Rêgo.

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A sessão foi acompanhada por uma comitiva integrada por representantes de Capinópolis, Ipiaçu e Canápolis, que não esconderam a decepção com o resultado.

O milionário ex-deputado João Lyra ainda atua como um coronel em seu Estado, dando as cartas em jogo que somente o trabalhador pobre perde.

A grave crise brasileira tem sinais agravantes na região do Pontal do Triângulo Mineiro – Cidades como Capinópolis, Ipiaçu, Ituiutaba, Canápolis e Cachoeira Dourada sofrem com a falta de emprego e não vêem perspectiva de melhoras a curto prazo.

Lideranças regionais passaram a acompanhar o caso desde o início deste ano, organizando comitivas que se deslocaram até Alagoas por várias vezes – Chegou-se a acreditar que a venda das usinas Vale do Paranaíba e Triálcool, ambas instaladas no Pontal do Triângulo Mineiro, seriam vendidas até Abril de 2015.


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