Vizinhos ficam chocados com prisão de mulher acusada por morte de marido

Luiz Barreto e a mulher, Eliana, acusada de mandar matá-lo
Luiz Barreto e a mulher, Eliana, acusada de mandar matá-lo

Em Aparecida, referência do catolicismo brasileiro, a 180 km de São Paulo, todos tentam entender uma morte.

Eliana Areco Barreto, 46, professora de português da rede estadual na cidade, foi presa sob a acusação de mandar matar seu marido, com quem vivia há 18 anos.

O empresário Luiz Eduardo Barreto, 49, foi assassinado quando saía de seu escritório na av. Engenheiro Luiz Carlos Berrini, coração financeiro da zona sul paulistana.

A polícia acusou a professora e seu amante, o chefe de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, 56, de encomendarem a morte –pagando R$ 3.000 ao ex-presidiário Eliezer Aragão, 46, que matou Luiz com três tiros.

“Todo mundo ficou chocado, eu mesmo não dormi à noite. Quando vi na TV que minha vizinha tinha matado o marido, não acreditei”, afirma o empresário Américo Assis, 69, vizinho do casal no Jardim Paraíba, bairro mais nobre de Aparecida.

Na quarta (3), a rua calma cheia de casas –muitas com missionários e padres– recebeu carros da polícia, que levaram Eliana presa.

VIAGENS

A professora e o marido pareciam um casal feliz, segundo amigos e vizinhos.

Ela é de Guaratinguetá, cidade da vizinhança e onde, segundo a polícia, pretendia abrir uma loja com o amante caso recebesse a quantia de R$ 500 mil do seguro de vida que o marido havia feito.

A polícia diz que o dinheiro foi o real motivo do crime. “Mas ela tinha tudo, o que ela queria o marido dava”, disse à reportagem um dos amigos da família, que pediu para não ser identificado.

Luiz gostava de presentear a mulher com viagens nas férias: em uma delas, foram para Nova York, onde passearam de helicóptero. Em 2013, comprou para ela uma picape Mitsubishi L200 Triton zero quilômetro –uma nova custa ao menos R$ 84 mil.

A residência do casal, um sobrado branco com grades na frente, tem vista privilegiada da basílica de Aparecida, que já recebeu dois papas.

Quando conheceu Eliana, Luiz ainda tentava acertar a vida: tinha um lava-rápido no quintal de casa. “Na época, ele me disse: que sorte eu tive de encontrar essa mulher”, conta outro amigo, que também pediu anonimato.

SEPARADOS

O que despertava algum desconforto na vizinhança era a vida separada do casal em cidades diferentes. Nos últimos dez anos, Luiz foi viver em SP por causa dos negócios. Voltava a Aparecida nos fins de semana. A mulher dava aulas num colégio estadual.

“Eles viviam separados, mas, quando juntos, pareciam felizes. Ele dizia que era feliz porque conseguia dar tudo aos filhos e à mulher”, diz um dos amigos. O casal tem dois filhos, de 14 e 16 anos.

Em meio ao casamento, Eliana se relacionava com Marcos Fábio, com quem ficou durante 12 anos.

“Ela chutou o paraíso e caiu no inferno. A vida dela acabou. Sinto pena. Foi enganada pelo amante. Até rezei por ela”, disse o vizinho Américo Assis, em frente à casa.

Os dois planejaram por um ano a morte do empresário, diz a polícia –que não informou se ela tem advogado.

Nesta quinta (4), um missionário observa a casa. “É difícil entender porque alguém mata uma pessoa. E logo daqui, de Aparecida, onde todo mundo celebra a vida.”

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