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Vereador é suspeito de ameaçar Procurador em Uberlândia

Denise Rocha e Fernanda Resende

Procurador Paulo Veloso foi ameaçado (Foto: Fernanda Resende / G1)
Procurador Paulo Veloso foi ameaçado
(Foto: Fernanda Resende / G1)

A Polícia Federal (PF) em Uberlândia investiga uma ameaça feita ao procurador do Trabalho Paulo Gonçalves Veloso. O suspeito da intimidação é o vereador e atual presidente do Sindicato dos Vigilantes, Juliano Modesto (Solidariedade). Ele teria mandado seguir e fotografar o procurador e familiares para que fossem mortos.

O vereador é réu em uma ação civil pública movida pelo MPT em abril contra a atual direção do Sindicato. Em reportagem publicada recentemente pelo portal de notícias da Globo, o procurador informou que Modesto é suspeito de receber doação de empresa do ramo de vigilância para financiar campanha eleitoral.

A denúncia da ameaça ao procurador chegou até o Ministério Público do Trabalho (MPT) na última sexta-feira (10). Na manhã desta segunda-feira (13), agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na sede do Sindicato, no Bairro Aparecida, onde foram recolhidos documentos e equipamentos.

A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho encaminhou um ofício para a Polícia Federal, para o Ministério da Justiça e Governo do Estado. O documento manifestava o repúdio da entidade à situação. Segundo a Associação, na última sexta-feira, Paulo Veloso recebeu contato, por telefone e pessoalmente, de um ex-dirigente sindical que informou que pessoas ligadas a Modesto teriam seguido e fotografado o procurador, familiares e carros particulares. As fotos, segundo o informante, já teriam sido repassadas para terceiros contratados para matar Veloso.

Segundo a Associação, será feita uma força tarefa na investigação do MPT contra o Sindicato dos Vigilantes.

O procurador preferiu não conceder entrevista no momento devido à gravidade da situação. Ele acrescentou que o caso já está a cargo da PF e que compartilha do repúdio e indignação da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho.

O caso corre em segredo de Justiça e é considerado pela polícia como muito grave. Segundo o delegado chefe da PF, Carlos Henrique Cotta D’ Ângelo, o atentado em Monte Carmelo, em fevereiro, contra o promotor Marcus Vinícius Ribeiro deixou as autoridades em alerta. Na época, Ribeiro foi atingido por três tiros quando saía da promotoria, no centro da cidade.