UBERABA, TRIÂNGULO MINEIRO – A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (21) de Dezembro de 2015, a Operação “Mr. Hyde”, que resultou na prisão de um médico na cidade, suspeito de compartilhar e financiar a produção de material de pornografia infantil.

O nome do médico ainda não foi informado. Os detalhes da operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa, que está marcada para as 11h, na Delegacia da PF em Uberaba.

Conforme informações da PF, até ser preso, o médico trabalhava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A reportagem entrou em contato com as assessorias da Pró-Saúde, responsável pela gestão das UPAs na cidade, e da Prefeitura de Uberaba e aguarda retornos.

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O médico deve responder pelo armazenamento e publicação de pornografia infantil, bem como pelo financiamento de organização criminosa internacional, crimes cujas penas podem variar de 7 a 20 anos de prisão.

Segundo a Polícia Federal, em 2012, quando ainda era estudante de medicina, o rapaz se associou a um australiano e uma filipina, responsáveis pela produção de um vídeo, no qual uma criança de 18 meses é torturada e violenta sexualmente. Além desse vídeo, foram produzidos muitos outros registros com diversas vítimas, todas crianças filipinas. Uma delas foi morta e enterrada na cozinha da casa onde os abusos ocorriram. O brasileiro financiava os autores, recebendo os vídeos e fotos em contrapartida. Ele também os ensinou a obter remédios para dopar as vítimas antes dos abusos, segundo a Polícia Federal.

O comparsa australiano foi preso em fevereiro deste ano, pela polícia filipina, juntamente com a Polícia Federal Australiana e a Polícia Nacional da Holanda.

A PF informou, também, que as imagens e vídeos eram compartilhados na chamada deep web ou dark web, uma parte da internet que só pode ser acessada com a utilização de softwares específicos, que permitem a navegação de forma pretensamente anônima.

O nome da operação faz referência à obra “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”, que no Brasil recebeu o título de “O médico e o monstro”.

G1


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