Gestores da “Massa falida” do grupo JL visitam Capinópolis

Paulo Braga | Tudo em Dia

CAPINÓPOLIS, TRIÂNGULO MINEIRO – Os representantes da “Massa falida” do grupo JL estiveram em Capinópolis na tarde desta terça-feira (12) de Janeiro de 2016 para esclarecer sobre a atual situação da Vale do Paranaíba, instalada em Capinópolis e Triálcool, instalada no Município de Canápolis.

Henrique Cunha, presidente do Comitê dos credores e João Daniel, administrador da “massa falida” foram recebidos pela prefeita de Capinópolis, Dinair Isaac, em seu gabinete por volta das 16h e vários representantes locais estiveram presente. O vice-prefeito de Capinópolis, Jorginho, esteve presente – A Câmara Municipal de Capinópolis foi representada pelo presidente, Paulo Amaral e pelos vereadores – Cleidimar, Ivo, Mário, Cabral, Jean e Caetano Neto – O prefeito Leonardo (Léo da Rádio), o assessor Alessandro e a secretaria de Governo, Márcia Maximiano, representaram Ipiaçu – O advogado Leonardo Altefe representou o prefeito de Ituiutaba, Luiz Pedro – Representantes de entidades como o Conselho de Comunitário de Segurança Pública (Consep), Sindicato dos trabalhadores rurais, Associação comercial, industrial e Agropecuária de Capinópolis (ACIAC), representada pelo presidente Anderson Clayton e duas ex-funcionárias da usina Vale do Paranaíba estiveram presente no encontro que durou cerca de 2h20m.

De acordo com Henrique Cunha, que também é um ex-funcionário do grupo, a visita teve objetivo lúdico e de orientação. Os representantes, em especial, João Daniel, insistiram que não se pode entregar uma informação que iluda os ex-trabalhadores e a população com relação a venda ou arrendamento das unidades sucroalcooleiras.

O encontro não trouxe nenhuma informação nova sobre o caso de falência da Laginha

2º a (esq) João Daniel e Henrique Cunha falam durante encontro
2º a (esq) João Daniel e Henrique Cunha falam durante encontro

Agroindustrial e quando questionados sobre as negociações com a São João Cargill (SJC), que já detém grande área de plantio arrendada, Henrique Cunha foi enfático – “No ato de audiência pública, a proposta da Cargill foi diferente daquilo que estava no despacho do juiz, não preencheu os requisitos …”, e complementou com uma alusão – “Ora, se eu estou dizendo que só entra de sapato preto, não pode chegar de sapato branco para entrar”, disse.

As duas usinas estão disponíveis para venda, caso apenas uma seja vendida, a outra poderá ser arrendada e segundo os representantes, o recurso proveniente da venda, será aplicada para pagamento do passivo trabalhista do grupo, que chega à R$180 Mi.

O valor de mercado da usina Vale do Paranaíba foi estimado em R$ 211 Mi e a usina Triálcool teve valor estimado em R$ 227 Mi, mesmo sendo cerca de 20 anos mais velha que a Vale.

Segundo Henrique Cunha, existem grupos interessados na aquisição e alguns chegaram a fazer vistoria nas duas unidades, mas não há propostas formalizadas até o momento. A venda só será aprovada pelo Juiz a partir do momento que o interessado apresentar capacidade de pagamento e manutenção das atividades.

Além do valor de mercado, deverão ser gastos cerca de R$ 7 Mi para manutenção da inicial da Vale do Paranaíba e mais de R$60 Mi para reestruturar os canaviais e caso seja vendida ou arrendada, um prazo máximo de 45 dias é o suficiente para iniciar as atividades.

Questionado sobre algumas propostas apresentadas anteriormente, João Daniel adotou um tom áspero ao responder -“Disse anteriormente, eu não vou discutir especulações, se houve proposta de A, de B ou C, isso não interessa agora … Não vai contribuir em nada este tipo de pergunta sua”, disse João Daniel causando certo constrangimento.

Sobre a notícia veiculada em Alagoas em Dezembro de 2015 de que o usineiro falido João Lyra teria objetivo de pagar dívidas das usinas com  precatórios, um tom crítico à imprensa Alagoana e Mineira pairou sobre o assunto, concluindo que há um crédito tributário, mas não é o momento de se trabalhar com ele.

A situação de abandono das unidades sucroalcooleiras foi citado e segundo Henrique Cunha, a avaliação estrutural da Vale do Paranaíba é alta – “Em uma avaliação de 0 à 10, a usina Vale é nota 9”, o gestor ainda fez questão de mencionar as boas condições da Caldeira, considerada o “coração” de uma usina sucroalcooleira e também o bom estado do difusor.

A prefeita Dinair Isaac finalizou o encontro relembrando as dificuldades financeiras que o Município enfrenta – “Estamos passando por um dos momentos mais delicados. Quero ver os cidadão trabalhando, o comércio movimentado, mas torcemos para que haja a venda [da Vale do Paranaíba], para que entre dinheiro nos cofres do Município”, disse a prefeita, que finalizou seu pronunciamento citando a épica luta entre Davi e Golias.

4 Comments

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  1. No brasil , não existe lei tudo se fala vou para o ministério público ,mas tudo se sabe é um órgão falido para a nação nunca se resolve nada ficando só jogando para frente e os anos passando e os nossos representante tirando fotos fazendo camuflagem para a população.

  2. Um analfabeto “doutorado” que acha que está falando com peão e acha que pode dizer o que quer quando quer e ninguém vai contestar. Sr. “doutor”, doutor de vossas fuças, quem o sr. acha que é?
    Vou ser sincero e não quero que fique magoado, doutor não é um título para quem tem apenas o primeiro grau completo, então, deixe de soberba e vá trabalhar para que a venda desta usina ocorra e pague nossos direitos trabalhistas!

  3. Vamos abrir os olhos e ver de verdade quem realmente está lutando por um destino justo sobre esta usina.

  4. Como é triste ver as manobras e atitudes de algumas pessoas querendo tirar proveito da situação de abandono desta empresa e a situação de desemprego entre as cidades dependentes de emprego nas usinas em busca de votos para 2016. Circo politico armado! Eh agora José….. como dizia o poeta …..

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