(Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Centralina)
(Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Centralina)

CENTRALINA, TRIÂNGULO MINEIRO – Mais cinco vereadores da Câmara Municipal de Centralina, no Triângulo Mineiro, além de um ex-servidor da Casa, foram presos na manhã desta quinta-feira (28) na segunda fase da Operação “Viagem Fantasma”. Todos os vereadores em atual mandato são investigados por desvio de dinheiro pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Uberlândia (Gaeco) e quatro já haviam sido presos.

Os presos serão apresentados ainda na manhã desta quinta na Delegacia de Polícia Civil de Uberlândia e depois conduzidos ao Presídio Professor Jacy de Assis. Os novos materiais apreendidos serão encaminhados ao Ministério Público Estadual (MPE) em Uberlândia.

Dentre os crimes nos quais o grupo pode responder estão peculato, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No último dia 19 de janeiro, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e quatro vereadores tiveram a prisão preventiva decretada.

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De acordo com as informações da Promotoria, os vereadores fizeram acordo de colaboração premiada, confessaram os crimes e delataram os demais. Posteriormente, o ex-vereador e advogado, conhecido como Marcinho, também foi preso por envolvimento nos crimes.

Os presos na primeira fase das investigações já estão em liberdade, porém com os bens bloqueados a fim de garantir ressarcimento ao erário. Entre os políticos presos nesta manhã, está uma vereadora que é irmã do atual prefeito de Centralina.

A partir de agora, todos os documentos serão analisados para conclusão das investigações e envio do inquérito civil ao Judiciário.

A operação
A operação do Gaeco tem o intuito de desmontar um esquema de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro na cidade de Centralina. Até nesta quinta, os nove vereadores foram presos, além do ex-vereador Marcinho e um servidor da Câmara.

Conforme nota à imprensa, o Gaeco informou que os vereadores foram investigados por “recebimento de diárias de viagens que na realidade nunca aconteceram, bem como o desvio de dinheiro público cometido por alguns vereadores e servidores da Câmara”.

A primeira fase da operação envolveu 40 policiais militares e dez viaturas.  A assessoria de comunicação do Ministério Público disse, por e-mail, que provavelmente o promotor vai atender a imprensa somente depois das investigações. São, ao todo, seis investigações em curso envolvendo desvios de recursos públicos por vereadores e servidores da Câmara Municipal de Centralina.

G1 / Carolina Aleixo


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