(foto: Reprodução Facebook)
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Uma jovem de 18 anos morreu neste sábado (26) após inalar gás de buzina de pressão. Maria Luiza Perez Perassolo estava reunida com amigos em sua casa, num condomínio de classe média alta em São José do Rio Preto (SP) quando teria inalado a substância. A estudante chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

De acordo com o delegado Eder Galavoti, que investiga o caso, a própria estudante teria comprado a buzina, minutos antes, em um posto de gasolina. Ainda segundo Galavoti, os jovens costumam retirar a corneta e inalar o gás como entorpecente. “Verificando os componentes, a gente percebe que ele não tem efeito alucinógeno nenhum, mas tem muita pressão. Por isso, a pessoa fica momentaneamente sem oxigênio no cérebro, o que provoca euforia”, explica.

Apesar de ainda aguardar o resultado da necropsia, o delegado acredita que Maria Luiza morreu em decorrência de uma parada cardíaca. “Se a pessoa já tem problemas cardíacos, o gás pode acelerar isso. Ela inalou várias vezes, tanto que recolhemos o tubo quase vazio. Um dos amigos ainda tentou fazer uma massagem cardíaca antes da chegada dos bombeiros, mas não adiantou”, afirma.

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O corpo da estudante foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, onde serão feitos os exames que determinarão a causa da morte.

Proibição

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de São José do Rio Preto quer proibir a venda, a distribuição e o uso das buzinas a gás. A proposta, que prevê multa de R$ 5.061 para os infratores, foi apresentada em janeiro deste ano, logo após uma outra jovem ter sido hospitalizado por inalar o gás.

Autor do projeto, o vereador Paulo Pauléra (PP) crê que a proibição vai “proteger a população contra as ameaças à saúde causadas pela buzina”. “O uso dessa buzina pode lesar o aparelho auditivo, além de causar, se inalados seus gases [butano e propano], uma fase inicial de euforia, excitação psicomotora e desorientação espacial”, justifica.

Eder Galavoti, porém, discorda da proposta. “Seria como proibir a venda de facas em supermercados. Não sei se resolveria, porque qualquer outro tipo de aerossol, como os desodorantes, tem esses gases Vão proibir todos os outros tubos? Aí eles migram pra outra coisa. O que precisa é controlar as vendas”, avalia o delegado.


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