Temer apresenta o novo secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero, no Palácio do Planalto
Temer apresenta o novo secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero, no Palácio do Planalto

O presidente Michel Temer criou um cargo especial para a área de Cultura, mas manteve-o dentro do Ministério da Educação.

A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (20), numa retificação da Medida Provisória que fez a reorganização dos ministérios, publicada uma semana atrás.

Ao refazer a medida, Temer criou para Marcelo Calero, escolhido para chefiar a área, o cargo de natureza especial de secretário especial nacional de Cultura, que é o mais próximo de ministro. Na prática, o cargo dá status maior às funções relativas à cultura, mas ele ficará ainda subordinado ao ministro da Educação e Cultura, Mendonça Filho (DEM-PE).

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A extinção do Ministério da Cultura é motivo de polêmica no meio. Artistas e integrantes de movimentos sociais decidiram ocupar prédios públicos vinculados à pasta, em protesto.

Outro cargo de natureza especial criado foi o de secretário de Agricultura Familiar. O pedido era do presidente do partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SDD-SP). Mas o presidente do partido queria que esse cargo ficasse vinculado à Casa Civil da Presidência. O cargo continuou subordinado ao ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, que é do PMDB.

Na Casa Civil foram reabrigadas quatro secretarias especiais –Micro-Empresa, Direitos Humanos, Igualdade Racial e Mulheres– que haviam sido extintas pela mudança anterior. Na reforma ministerial feita pela presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no ano passado, essas quatro áreas haviam perdido o status de ministério.

A Casa Civil, ministério mais próximo do presidente, comandada por seu fiel aliado Eliseu Padilha, também ganhou as funções e cargos que estavam na Secretaria de Comunicação Social.

A retificação fez outras correções de erros da Medida Provisória anterior. No caso do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, ele havia recebido as atribuições que eram do Ministério do Desenvolvimento Econômico, como desenvolver a política de propriedade industrial. Na correção, foram incluídas as atribuições antigas da pasta, que também ficou com supervisão dos orçamentos do Sistema S e a delimitação das terras de quilombolas.

A transformação da CGU (Controladoria-Geral da União) em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, criticada por órgãos do setor, foi mantida.

A nova pasta continuará como um ministério independente. Antes, a CGU era vinculada à presidência. Mas o novo ministério manteve todas as atribuições da CGU, como direito a fiscalizar qualquer órgão do governo e avocar para o órgão processos administrativos que não tenham o andamento adequado em suas pastas.

Houve pequenas mudanças técnicas para garantir que os servidores de outros órgãos requisitados que trabalhavam na CGU pudessem manter benefícios que trouxeram de outros órgãos.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, que ficou com o INSS, recebeu de volta o Conselho de Recursos da Previdência Social, que havia sido alocado no Ministério da Fazenda.


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