Venda da usina Vale do Paranaíba pode mudar rumo da falência do grupo JL

Usina Vale do Paranaíba / Foto: Tudo em dia
Usina Vale do Paranaíba / Foto: Tudo em dia

CAPINÓPOLIS, TRIÂNGULO MINEIRO – Uma reviravolta pode mudar o rumo do processo de falência do grupo João Lyra (JL) – O juiz Kléber Borba, da Comarca de Coruripe (AL), responsável pelo processo de massa falida da Usina Laginha, concedeu decisão favorável à compensação de créditos no valor de R$700 Milhões, relativos a perdas que a usina teve durante a década de 1990.

De acordo com informações, os créditos totais que o Grupo João Lyra possui chegam a aproximadamente de R$ 2 bi – A dívida do grupo também ultrapassa esse montante, chegando a R$2,1 Bi.

O crédito de R$ 700 mi pode ser utilizado para quitação da dívida com crédito tributário – Um passo importante em busca da recuperação judicial.

A venda da usina Vale do Paranaíba, instalada em Capinópolis, pode mudar o rumo do processo de falência – A usina sucroalcooleira está avaliada em R$211 milhões e o resultado da venda pode ser utilizado para quitar débitos com credores ou dívidas trabalhistas do grupo – O passivo trabalhista do grupo JL ultrapassa os R$180 milhões.

A empresa goiana Cambuí Açúcar e álcool Ltda., reiterou o interesse na aquisição da Vale do Paranaíba e deve apresentar uma proposta nas próximas semanas.

O valor da manutenção da usina Vale do Paranaíba e preparação dos canaviais para plantio de cana-de-açúcar deve chegar ao montante de R$67 milhões – A usina, que chegou a ser intitulada a mais moderna do Brasil, está virando sucata rapidamente.

A usina Triálcool, também do grupo JL, está avaliada em R$227 milhões, mesmo sendo 20 anos mais velha que a Vale do Paranaíba – O motivo são as áreas de plantio em nome da usina.

Em Janeiro deste ano, representantes da “Massa falida”, o sr. Henrique Cunha e o sr. João Daniel, estiveram em Capinópolis e responderam perguntas de representantes da Câmara Municipal de Capinópolis, da prefeitura de Capinópolis, Ipiaçu e Ituiutaba.

Quando questionados sobre a utilização dos créditos, afirmaram que não era o momento de se trabalhar com eles – No encontro, não faltaram críticas à imprensa Mineira e Alagoa, que divulga os fatos aos milhares de interessados.

Mais um capítulo da triste novela do grupo JL acaba de ser escrito e saber se trata-se apenas de uma obra de ficção, é assunto para os próximos capítulos.

Paulo Braga – Jornalista

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