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Um estudo publicado recentemente no periódico científico Eating & Weight Disorders, mostrou que, embora bem-intencionados, comentários dos pais sobre o peso de uma criança podem desencadear transtornos alimentares, além de reforçar estereótipos negativos, principalmente nas meninas.

O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, perguntou para mais de 500 mulheres, com idades entre 20 e 30 anos, sobre a satisfação em relação à imagem corporal e sobre os comentários de familiares sobre o corpo durante a infância. Os resultados mostraram que as participantes com um índice de massa corporal (IMC) considerado normal (entre 18,5 e 24,99) eram 33% menos propensas a lembrar de algum comentário pejorativo de seus pais em relação ao seu corpo ou hábitos alimentares, em comparação com aquelas acima do peso.

De acordo com Rebecca Puhl, vice-diretora do Centro Rudd para Política Alimentar e Obesidade da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, o impacto de comentários negativos sobre a aparência na infância pode ser significativamente prejudicial nas meninas.

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“As meninas estão expostas a tantas mensagens sobre magreza e peso e, frequentemente, o valor de uma mulher está relacionado à sua aparência. Se os pais reforçam essas mensagens, elas podem ser internalizadas e causar impactos negativos posteriormente”, disse em entrevista ao jornal americano The New York Times.


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