Rondon Pacheco morre em Uberlândia aos 96 anos

Rondon Pacheco, em 2013, durante entrevista para o CORREIO de Uberlândia (Foto: Cleiton Borges)
Rondon Pacheco, em 2013, durante entrevista para o CORREIO de Uberlândia (Foto: Cleiton Borges)

 

O uberlandense e ex-governador de Minas Gerais Rondon Pacheco, de 96 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira (4). Rondon havia recebido alta hospitalar no dia 29 de junho, após 21 dias internado com sintomas agravados de pneumonia. Entre os dias 9 e 12 de junho, ele esteve no Hospital Copa D’or, no Rio de Janeiro. No dia 12, foi transferido  para a Unidade de Terapia Intensiva do hospital UMC – Uberlândia Medical Center.

Apresentando recuperação progressiva, a equipe médica avaliou que o quadro clínico favorecia a continuidade do processo de recuperação do uberlandense em casa.

Velório

O velório do ex-governador Rondon Pacheco será na Câmara Municipal de Uberlândia, com horário ainda indefinido. Informações sobre o sepultamento também não foram divulgadas até o momento.

História

A vida política de Rondon Pacheco teve início em 1947, quando se tornou deputado estadual, mas ele gosta de dizer que a vida pública começou realmente na Faculdade de Direito da UFMG, onde foi orador do diretório acadêmico. Em 1950, se tornou deputado federal no Rio de Janeiro, então capital do país. Na década de 1960, tornou-se ministro de Estado, como chefe do Gabinete Civil do presidente Arthur da Costa e Silva, entre 1967 e 1969. Na década seguinte, em 1971, tornou-se o primeiro uberlandense chefe do governo de Minas Gerais.

Na chefia do Gabinete Civil de Costa e Silva, o nome de Rondon ganhou mais expressividade nacional. No dia 15 de março de 1971, como indicação do então presidente Emílio Garrastazu Médici e eleito pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Rondon assumiu o governo de Minas.

“Fiel às minhas origens, sempre lutei pelo desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais e de Uberlândia. Enquanto chefiei o Gabinete Civil, a cidade mereceu a visita do presidente Costa e Silva por três vezes. Em meu governo, havia uma frustração muito grande dos mineiros, pois não tínhamos uma indústria automobilística no Estado. A vinda da Fiat Automóveis, na década de 1970, supriu essa lacuna e impulsionou a nossa economia.”

Correio de Uberlândia

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