Lideranças do Pontal do Triângulo recorrem ao TJ/AL para resolver situação de usinas

ESQ. Cleidimar Zanotto, Dinair Isaac, Tutmés Aira, Diógenes Borges / CAIO LOUREIRO/ASCOM TJ/AL
ESQ. Cleidimar Zanotto, Dinair Isaac, Tutmés Aira, Diógenes Borges / CAIO LOUREIRO/ASCOM TJ/AL

Atualizado em 06/07/2016 – Inclusão de informações

Paulo Braga / Tudo em Dia

A prefeita de Capinópolis, Dinair Isaac, o prefeito de Canápolis, Diógenes Borges, formaram uma comitiva para buscar soluções para as duas usinas do Grupo João Lyra instaladas na região do Pontal do Triângulo Mineiro – O encontro ocorreu na manhã desta quarta-feira (6) de Julho, na sede do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), com o desembargador Tutmés Airan.

O vereador capinopolense Cleidimar Zanotto, também integrou a comitiva que solicitou celeridade na resolução de problemas relacionados às usinas Vale do Paranaíba, instalada em Capinópolis e Triálcool, instalada no município de Canápolis.

A comitiva ressaltou os grandes impactos econômicos e sociais que a região passa devido ao encerramento das atividades das usinas sucroalcooleiras – As unidades industriais paralisaram por completo em 2013, deixando cerca de 6 mil trabalhadores desempregados. De acordo com a comitiva, o débito trabalhista deixado pelas usinas nas cidades fez com que ocorresse uma falência generalizada nos municípios.

Segundo os prefeitos, existem usineiros interessados em comprar ou arrendar as empresas, mas as vendas ficam emperradas por conta dos recursos impetrados pelo Grupo JL. O último foi uma ação de interdição parcial impetrada por uma das filhas do empresário João Lyra. Isso, porém, levaria à nomeação de um novo administrador e permitiria um plano de recuperação em até dez anos sem a necessidade de pagamento imediato das indenizações trabalhistas e quitação dos demais credores.

A dívida de impostos da usina Triálcool com o município de Canápolis é de cerca de R$ 5 milhões –  Em Capinópolis, esse valor chega a R$ 4 milhões – Ituiutaba, cidade com mais de 100 mil habitantes, também sofre com o reflexo da crise.

“A situação é grave. O município passa por sérias dificuldades em decorrência do fechamento da usina, que era nosso maior empregador. Isso gerou um impasse social, com questões trabalhistas e também no nosso comércio, que deixou de receber”, afirma Diógenes Borges.

De acordo com ele, o objetivo da visita ao TJ/AL é conseguir uma solução para problema. “Queremos que isso seja providenciado o mais rápido possível. Falamos com o desembargador e ele vai ter uma reunião com o juiz na sexta-feira para que essa situação possa ter um encaminhamento, pois já existem pessoas interessadas em comprar as usinas”, pontua.

A prefeita de Capinópolis disse que a situação na cidade é calamitosa. “A situação é calamitosa. A usina era o grande empregador. Os trabalhadores não receberam seus direitos e deixaram de pagar o comércio local, que passou por uma falência quase generalizada. Estamos aqui defendendo os direitos desses trabalhadores e dos nossos municípios”, afirma Dinair Isaac.

O grupo de políticos também se reuniu com o presidente do TJ/AL, João Luiz Azevedo Lessa, e também com o promotor Flávio Gomes, do Ministério Público Estadual.

reunião com o Presidente do Tribunal de Alagoas - João Luiz Azevedo Garcia
reunião com o Presidente do Tribunal de Alagoas – João Luiz Azevedo Garcia

Na última sexta-feira (01) de Julho, representantes da “Massa Falida” estiveram na Câmara Municipal de Capinópolis, mas não apresentaram nenhuma novidade com relação ao andamento das negociações.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Capinópolis se classifica para etapa estadual de escolinhas de futebol

Dupla presa em telhado após roubo de carro e perseguição em Uberaba