Atriz Elke Maravilha morre no Rio aos 71 anos
Atriz Elke Maravilha morre no Rio aos 71 anos

Elke Maravilha morreu na madrugada desta terça-feira (16) aos 71 anos. A atriz estava internada havia quase dois meses na Casa de Saúde Pinheiro Machado, no bairro de Laranjeiras, Rio de Janeiro.

A artista, que era diabética, não respondeu bem aos medicamentos. Após dois meses de internação, morreu nesta madrugada, por volta da 1h da manhã.

Nascida em São Petesburgo (então Leningrado), na Rússia, com o nome de Elke Georgievna Grunnupp, a artista veio para o Brasil aos 6 anos, com seus pais, na década de 1940.

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Tradutora e professora de línguas até os 24 anos de idade, Elke foi convencida por amigos a tentar uma carreira como modelo e atriz. Começou como jurada no programa do Chacrinha, onde fazia sucesso pelo jeito espontâneo e divertido.

Depois, virou a modelo favorita e amiga pessoal da estilista Zuzu Angel. Em 1971, Elke foi presa no regime militar por desacato, no aeroporto Santos Dumont, e ficou na cadeia por seis dias. Ela havia se revoltado ao ver um cartaz de “procurado” de Stuart Angel, militante e filho de Zuzu, que aquela altura já havia sido morto pela polícia.

A prisão resultou na perda de sua cidadania brasileira, o que a fez viver como apátrida por alguns anos. Mais velha, tirou a cidadania alemã, país de origem de sua mãe. No filme “Zuzu Angel”, de 2006, Elke foi vivida por Luana Piovani.

Com forte posicionamento político, Elke sempre falou abertamente sobre tabus como drogas, aborto e relacionamento aberto. Ela foi casada oito vezes e interrompeu suas três gestações.

Elke Maravilha será velada nesta quarta (17) a partir das 9h, no Teatro Carlos Gomes na rua Pedro 1, no Rio. O enterro acontecerá às 16h no cemitério de São João Batista, em Botafogo.

“A família e amigos agradecem de coração todo o apoio recebido dos fãs, da imprensa e dos órgãos governamentais”, disse a família em um comunicado.

Esteta das maiores, Elke deixou diretrizes fúnebres básicas. “Ela só disse que queria ser enterrada bem bonitinha. Eu vou escolher a roupa”, diz Frederico Grunupp, irmão de Elke, que terá de perpassar um acervo de centenas de vestidos e milhares de ornamentos para achar a roupa mais adequada para o adeus.


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