“Massa Falida” do Grupo JL, tem novo juiz às vésperas da abertura de envelopes com propostas

O juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins (Crédito: Assessoria)
O juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins (Crédito: Assessoria)

CAPINÓPOLIS, TRIÂNGULO MINEIRO – Um novo juiz assumiu o processo de falência do Grupo João Lyra (Grupo JL), às vésperas da abertura de envelopes com propostas de compra das usinas Vale do Paranaíba, instalada em Capinópolis e Triálcool, instalada em Canápolis.

O juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins, da 2ª Vara da Comarca de Coruripe (AL), assumiu o posto após promoção recebida pelo juiz Kléber Borba, que estava à frente do caso – Martins é o quarto magistrado a assumir o caso.

A mudança de juiz não compromete a abertura dos envelopes com propostas para a compra das unidades industriais Triálcool e Vale do Paranaíba na quinta-feira, 15, em Coruripe (AL) – Caso sejam vendidas, estima-se uma negociação de cerca de R$430 milhões.

O Grupo JL entrou em processo de falência em 2013 com uma dívida estimada em R$ 2,1 bilhões – A venda da usina Vale do Paranaíba, avaliada em R$211 milhões, daria para quitar o passivo trabalhista, que ultrapassa os R$180 milhões.

Em Agosto deste ano, o juiz Kléber Borba, que ainda estava à frente do processo de falência, suspendeu o leilão de bens do Grupo JL.

Ainda em Agosto, um incêndio atingiu a unidade da usina Vale do Paranaíba durante a madrugada do dia (14) – O incêndio pode ter sido causado criminosamente, porém, não há fontes que confirmem – Ao contrário do que foi publicado por alguns meios de imprensa, a unidade não foi destruída e apenas alguns carretéis com mangueiras de irrigação e veículos sem condições de rodagem foram atingidos pelas chamas. O trabalho dos bombeiros e de outras empresas do setor sucroalcooleiro no combate às chamas, foram fundamentais para evitar a destruição da unidade.

Há cerca de uma semana, a empresa GranBio assinou contrato de arrendamento da usina sucroalcooleira Guaxuma, instalada em Alagoas – A unidade também integra o falido Grupo JL. Os detalhes ainda não foram divulgados, mas já se sabe que o arrendamento será por um período de dez anos, com taxas entre 4% e 5%.

Na tarde do último domingo (11), vários manifestantes do Movimento dos Sem Terra (MST), paralisaram a BR-365, logo após a usina Triálcool – O movimento invadiu terras da usina há alguns dias, sob alegação de improdutividade.

Paulo BragaTudo Em Dia / Fernando Martins – Jornal Extra.

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