Estiagem leva Prefeitura de Presidente Olegário decretar emergência

Local onde aparece o gado já foi um curso d'água que abasteceia a comunidade de Galena; local está seco há cinco meses (Foto: Defesa Civil/ Divulgação)
Local onde aparece o gado já foi um curso d’água que abasteceia a comunidade de Galena; local está seco há cinco meses (Foto: Defesa Civil/ Divulgação)

O município de Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, decretou situação de emergência por conta da estiagem na área urbana e rural do Município. O pedido da Prefeitura foi feito em agosto e publicado no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (19). Com o decreto, a administração pretende conseguir construir barragens, já que em algumas comunidades não chove intensamente há quase nove meses.

Segundo o coordenador da Defesa Civil, Gilberto Moreira Braz, desde 2014 – ano em que o estado enfrentou a pior crise hídrica da ultima década – o abastecimento, principalmente na zona rural, não é mais o mesmo.

Um relatório elaborado no período de fevereiro a julho deste ano, pela Empresa Assistência Técnica Extensão Rural (Emater), aponta perdas de produção no campo devido a estiagem. O café é o item que lidera na lista com prejuízos da ordem de mais de R$ 17 milhões, com mais de três mil toneladas perdidas. Em segundo lugar está o milho com um prejuízo de mais de R$ 15 milhões. Em seguida a soja com uma perda de R$ 11 milhões.

De acordo com o secretário de Obras, Adão Marcos Araújos, que mobiliza o abastecimento nas fazendas através de caminhões pipa, mais de 40 propriedades precisaram da água diariamente ou de acordo com a demanda. Em 2014 foram 97 propriedades atendidas e em 2015, com as ocorrências de chuvas, não foi necessário abastecimento.

Na zona urbana a situação ainda está normalizada. “Essas ocorrências são só na zona rural. O que preocupa é que a cada dia aumenta duas ou três propriedades que precisam desse serviço, isso porque os rios mais próximos não estão dando conta de fazer esse abastecimento”, explicou.

No município de pouco mais de 22 mil habitantes, cerca de dez mil moradores (quase 50%) são da zona rural e os locais que mais sofrem com a estiagem são as regiões de semiárido como, por exemplo, na comunidade de Galena. Gilberto conta que não chove na região há mais de nove meses.

“Esse decreto irá possibilitar a construção de barragens e mais uma série de coisas que ainda não tivemos conhecimento. Em 2014 a situação foi a mesma. Recebemos recursos como cestas básica e recebemos água potável”, disse.

Ainda como destaca Gilberto, a água cedida aos moradores das áreas rurais pelos caminhões pipa não é potável e serve apenas para atividades domésticas e tratamento de animais como o gado. “Essa água não é própria para o consumo, serve apenas para atividades do dia a dia”, reforçou.

Relatório da Emater aponta perdas de produção no campo (Foto: Defesa Civil/ Divulgação)
Relatório da Emater aponta perdas de produção no campo (Foto: Defesa Civil/ Divulgação)

Abastecimento
O Ribeirão das Três Barras é o único que abastece a cidade e vem baixando o nível consideravelmente, mas ainda é suficiente para atender a demanda da população. Quando precisam retirar água para levar aos moradores mais distantes, a Prefeitura retira do Rio do Peixe ou Rio da Prata.

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