UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – Foi desencadeada em Uberlândia hoje (05) pela manhã, a 4ª fase da Operação “Serendipe”, que investiga quadrilhas de roubo de carga e lavagem de dinheiro. Na ação do Ministério Público de Minas Gerais com apoio da Polícia Militar, 33 veículos de luxo, além de R$ 10 milhões foram sequestrados judicialmente.

A ação teve como alvo três papelarias, uma garagem de veículos no Bairro Brasil e uma empresa de licitações, além dos representantes legais dessas empresas. Um dos donos da garagem de veículos foi preso, pois na casa dele foi apreendida uma arma de fogo.

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A suspeita, segundo informou o promotor Daniel Marota em coletiva com a imprensa, é de que os proprietários das empresas citadas estejam envolvidos em lavagem de dinheiro, receptação e corrupção passiva. Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão, oito de conduções coercitivas e 33 sequestros de veículos.

Entre os envolvidos estão proprietários da Paddock Motors, além de funcionários de uma papelaria no Centro da cidade que podem ter ajudado na cópia de documentos.

Imagem: Ronivon Santos / TV Vitoriosa
Imagem: Ronivon Santos / TV Vitoriosa

A operação investiga o envolvimento de policiais civis com quadrilhas de roubos de carga no Triângulo Mineiro e outros Estados. nas próximas fases da operação, o foco será a apuração da lavagem de dinheiro das propinas pagas aos policiais investigados e também dos valores arrecadados nos roubos desses grupos criminosos.

A investigação desta 4ª etapa da operação teve início anda na segunda fase da operação, quando eram analisados os documentos de um carro que foi usado como pagamento de propina a um dos policiais preso na Serendipe.

Segundo as investigações é possível que os donos da garagem tenham movimentado, pelo menos, R$ 10 milhões nos últimos cinco anos.

Os envolvidos foram apenas conduzidos para prestar esclarecimentos, mas já foi pedido o bloqueio de R$ 10 milhões na conta dos envolvidos.

Até agora, desde o início da operação Serendipe, 18 pessoas foram presas nas três primeiras fases da operação. Entre elas, em Uberlândia, oito policiais civis, um delegado e quatro homens que seriam “laranjas” do esquema. As investigações iniciaram há cinco meses com uma força-tarefa de quatro promotorias da cidade.

Tv Vitoriosa


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