Daniela e Marcelo tinham uma relação conturbada, segundo o processo (foto: Reprodução internet/Facebook - Polícia Civil/Divulgação)
Daniela e Marcelo tinham uma relação conturbada, segundo o processo (foto: Reprodução internet/Facebook – Polícia Civil/Divulgação)

O homem que assassinou a tiros a esposa dentro do Procon de Argirita, na Região da Zona da Mata, foi condenado a 16 anos de prisão. Marcelo Evangelista Barbosa foi sentenciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e de maneira que impossibilitou a defesa da vítima. Daniela Maria do Carmo de Paula, que era vereadora da cidade, foi morta em abril de 2013.

De acordo com as investigações, Marcelo discutiu com a vítima no Procon e ela foi até o banheiro para que as pessoas não notassem o que estava acontecendo. Ao entrar, o marido a mandou abaixar e atirou na cabeça dela usando uma arma calibre 380 com silenciador. A relação do casal era conturbada e o réu agredia a esposa constantemente, segundo apontou testemunhas.

No último desentendimento, dias antes do assassinato, Daniela pediu que Marcelo saísse de casa. Além da separação, o homem ficou sabendo que a esposa havia iniciado uma relação extraconjugal, o que também teria motivado o crime.

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Marcelo foi julgado na última terça-feira. A juíza Elisa Eumenia Mattos Machado Penido, que presidiu o júri, negou a ele o direito de recorrer em liberdade, considerando que ele respondeu a maior parte do processo preso. “Não se verifica neste ensejo fato novo que autorize a revogação de sua prisão, revelando-se, ainda, uma incongruência sua colocação em liberdade após o reconhecimento da culpabilidade e aplicação da pena privativa de liberdade”, fundamentou a magistrada na sentença. A decisão ainda cabe recurso.

EM


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