Mais de 100 mandados são cumpridos contra quadrilha em Uberlândia (Foto: Stanley Matias/G1)
Mais de 100 mandados são cumpridos contra quadrilha em Uberlândia (Foto: Stanley Matias/G1)

UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – Pelo menos 120 mandados de busca e apreensão e prisão preventiva foram cumpridos em operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual de Uberlândia,  e as polícias Militar e Rodoviária Federal deflagrada na madrugada desta quinta-feira (10). Os suspeitos são investigados por crimes como roubo de veículos e tráfico de drogas.

As investigações da operação denominada GTA, em alusão ao jogo de videogame, iniciaram há seis meses. De acordo com a Promotoria, os suspeitos estavam envolvidos com quadrilha que praticava vários crimes no Triângulo Mineiro.

Após roubar e furtar os veículos, os criminosos usavam os produtos como moeda para compra de drogas, que posteriormente era revendida por eles. Em alguns casos, o chassi e as placas eram adulterados e utilizados pela quadrilha.  O MPE investigou, ainda, que os líderes da organização criminosa atuavam de dentro de presídios da região.

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Depois de monitorar a quadrilha, a Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Feral realizou intervenções em pontos estratégicos a fim de efetuar a prisão em flagrante dos suspeitos ou apreensão de 16 dos investigados. Os suspeitos também vão responder pelos crimes de receptação de veículos, porte ilegal de armas e corrupção de menores. Os investigados ficarão à disposição da Justiça no Presídio Professor Jacy de Assis.

Ao todo, foram feitas 45 prisões preventivas, seis apreensões de menores, 49 buscas em residências, 24 veículos foram apreendidos, além de 500 kg de maconha, nove armas de fogo e aparelhos celulares. A Operação GTA contou com a participação de 210 policiais militares, 60 viaturas e um helicóptero.

Segundo a PM, os criminosos agiam principalmente na região sul da cidade e tinham três linhas de trabalho: roubo de veículos para desmanche, para a prática de outros crimes e venda, com adulteração de chassis e placas. Os clientes moravam em São Paulo, Paraguai e Bolívia.

Os trabalhos do Gaeco ainda continuam a fim de esclarecer a participação de cada um dos membros da quadrilha e encontrar outros envolvidos com a organização.


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