24112016foto-de-dinheiro-encontrado-na-urcaA 10ª DP (Botafogo) faz diligências para tentar identificar a origem do dinheiro que apareceu boiando no mar da Urca, bairro da Zona Sul do Rio. Segundo nota enviada pela assessoria de imprensa da corporação, a unidade soube do aparecimento das cédulas de R$ 50 e R$ 100 por meio da imprensa – o que significa que não houve queixa, até o momento, de que o dinheiro tenha sido roubado ou furtado de algum lugar.

As notas de real apareceram boiando no mar da Urca no último domingo. Logo, a notícia de que havia dinheiro no local atraiu centenas de curiosos: foi uma espécie de caça ao tesouro. Há, também quem fique intrigado com a origem de tanto dinheiro. Teve gente que afirmou ter conseguido até R$ 45 mil.

Segundo o oceanógrafo José Lailson Brito, as notas devem ter sido lançadas há pouco tempo no mar:

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– Pelo que eu vi das fotos, as notas estão em bom estado. Qualquer coisa em contato com a água muito tempo já ganha uma coloração esverdeada, amarronzada, que é um filme de bactérias e algas. Matéria orgânica, como papel, se degrada rápido, mesmo as notas que passam por um tratamento especial.

Cariocas já fazem planos para as notas encontradas em mergulhos na Urca

24112016-dinheiro-marEle jura que não é história de pescador. Para provar que encontrou R$ 45 mil em um mergulho no mar da Urca, domingo, Roberto Pereira, de 42 anos, convida para um passeio no barco. E mostra, feliz, o material comprado para reforma da embarcação: R$ 3.280 em madeira e R$ 4.200 em fibra. Ele já pensa no resto do material. Um presente de Natal vindo do mar, diz o pescador.

Domingo, Roberto foi um dos primeiros a se lançar à caça do tesouro. Desde o fim de semana, dezenas de pessoas já caíram nas águas em busca de pilhas de notas de R$ 50 e R$ 100 que misteriosamente apareceram perto da orla do bairro. De manhã, foi alertado por uma marinheira de que tinha dinheiro boiando embaixo na ponte sobre o Quadrado da Urca. Pegou seu equipamento de mergulho e caiu na água.

— Eram quatro pacotes de R$ 10 mil. Tinha muita nota rasgada boiando também — conta Roberto.

Em cada barco do Quadrado, tem uma história sobre o aparecimento das notas.

— Encontrei R$ 1.250. Vou comprar tudo em ração de primeira pro Crom (pitbull que é o xodó dos pescadores) — contava Anderson de Aquino, de 40 anos.

O oceanógrafo José Lailson Brito não arrisca um palpite sobre a origem do dinheiro, mas explica que a Urca fica numa área “marginal” da baía, onde as correntes marítimas não são tão fortes. Para os pescadores, o dinheiro foi lançado em uma área próxima. E aparece quando a maré sobe. Alguns juram que notas já foram vistas boiando há um mês, mas “ninguém deu confiança”. Até virar um fenômeno.

 


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