Maysa Ramos Brito viajou com a amiga Hanna Pfeffer (Foto: Acervo Pessoal)
Maysa Ramos Brito viajou com a amiga Hanna Pfeffer (Foto: Acervo Pessoal)

UBERLâNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – A assistente de compras maranhense Maysa Ramos Brito, de 27 anos, que mora em Uberlândia e passa férias na Colômbia com uma amiga, a advogada Hanna Pfeffer, de 26 anos, vivenciou de perto, na manhã de terça-feira (29), a tragédia da queda do avião da empresa boliviana Lamia, nas proximidades do avião internacional de Medellín, que matou 71 pessoas, entre jornalistas brasileiros, jogadores e funcionários do time de futebol Chapecoense (SC). Seis pessoas foram resgatadas com vida, sendo um jornalista, dois funcionários da empresa e três jogadores da Chapecoense.

As brasileiras estavam em um voo da empresa VivaColombia, que fez um pouso não programado em Medellín, no mesmo horário em que a aeronave da Chapecoense se aproximava do aeroporto. O avião da VivaColombia ia de Bogotá para a ilha de San Andrés e precisou pousar no aeroporto de Medellín por causa de uma emergência.

De acordo com Maysa Brito, no meio da viagem, o piloto da VivaColombia informou sobre um vazamento de combustível na aeronave e comunicou a necessidade de fazer o pouso de emergência em Medellín.

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“Depois que pousamos, tivemos que esperar em uma sala. Foi quando ouvimos de uma funcionária do aeroporto que o nosso voo tinha recebido prioridade de pouso em relação ao avião que transportava a Chapecoense. Nunca passei por uma situação parecida e ainda estou muito assustada. Ao mesmo tempo é também uma sensação de alívio porque a tragédia poderia ter acontecido com o nosso avião. Estou muito comovida com o que aconteceu com o avião da Chapecoense e queria prestar a minha solidariedade às famílias dos jogadores e jornalistas que estavam na aeronave”, afirmou Maysa Brito.

As autoridades colombianas não confirmaram uma relação direta entre os dois casos dos aviões que se aproximavam no mesmo horário do aeroporto de Medellín. De acordo com declarações oficiais, o avião da VivaColombia foi atendido antes da ocorrência da aeronave da Chapecoense, seguindo procedimentos indicados pela torre de controle do aeroporto.

Leia o relato de Maysa Brito sobre o incidente:

“Relato sobre a experiência mais bizarra/assustadora que já tive: Sabe o avião que caiu? Quase foi o meu!!! Estou na Colômbia com uma amiga aproveitando nossas férias, depois de 3 dias em Bogotá seguiríamos para San Andrés. Nosso voo atrasou mas fomos mesmo assim, no meio do trajeto o piloto explica que estávamos com problemas técnicos, e pasmem também por gasolina. Ele alegou que estava vazando e por isso iríamos realizar uma parada emergencial no aeroporto José Maria Cordova, o mesmo aeroporto em que o time deveria pousar. Na hora ficamos com medo mas não tínhamos ideia da gravidade, pousamos e ficamos uns 45 minutos na aeronave. Os colombianos começaram a 3 guerra mundial, revoltados pois a posição que tivemos era que teríamos que voltar para Bogotá e só no outro dia iríamos para nosso destino final. No meio de toda confusão ficamos sabendo da queda do outro avião e veio o triste relato da policia do aeroporto. A policial informou que infelizmente eles não conseguiram pousar pois já estávamos na prioridade de emergência, ou seja, já estávamos pousando e então eles tinham que esperar o meu avião chegar ao solo… Nessa espera, eles perderam o contato com a torre e o avião caiu, ali, metros de onde estava… E se eles tivessem pousado primeiro? Talvez seria o nosso avião rodando no ar também sem gasolina! Foi um caos, ninguém sabe ao certo o que aconteceu, todo mundo com medo de pegar outro avião, criança chorando, pessoas gritando… Regressamos a Bogotá, pegamos um hotel e agora estamos no aeroporto novamente para enfim chegarmos a San Andrés! Estou perplexa e extremamente agradecida, só nos resta aproveitarmos o resto dos nos dias nesse país maravilhoso, orar por essa triste fatalidade e pelas famílias, os meus mais profundos sentimentos!! Aqui não se fala em outra coisa e já estão tentando entender porque um avião pousou e outro não.”

com informações de Correio de Uberlândia / por Pablo Pacheco


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