Servidores fazem protesto na UAI Pampulha em Uberlândia por atraso de salários

Salários estão atrasados desde novembro (Foto: Cleiton Borges)
Salários estão atrasados desde novembro (Foto: Cleiton Borges)

UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – Cerca de 50 enfermeiros, técnicos em enfermagem e servidores da área de odontologia da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do bairro Pampulha e dos Postos de Saúde (PSs), da zona sul de Uberlândia, realizaram uma manifestação na manhã dessa segunda-feira (19) na porta da UAI.

O motivo é o atraso no pagamento do salário de novembro e do 13°, que não teve nenhuma parcela paga. Essas unidades são administradas pela Associação Missão Sal da Terra. Aproximadamente 200 servidores estão em greve desde segunda-feira (19), segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Uberlândia, Araguari e Região (Sind-Saúde), Ronaldo Rosa.

Os grevistas já participaram de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) e um novo encontro deve acontecer nessa quarta-feira (21). “Eles estão mediando a situação. Até agora não recebemos nenhuma proposta, depois que o prazo do pagamento do salário no dia 16 não foi cumprido”, disse Rosa.

Amauri Rodrigues trabalha no almoxarifado da UAI e disse que uma paralisação já havia sido feita na semana passada. “Não pagaram no 5º dia útil e paramos os trabalhos. Mas nos chamaram e disseram que pagariam dia 16, o que também não foi feito. Agora, a previsão é que o 13º caia dia 23”, afirmou Rodrigues.

A técnica de enfermagem Ully Lorena Pereira disse que a situação está complicada em casa, principalmente porque o marido está desempregado. “Temos filho, temos conta, como fica isso? E as condições de trabalho também estão muito ruins”, disse Ully Pereira.

Atendimento

De acordo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Uberlândia, Araguari e Região (Sind-Saúde), Ronaldo Rosa, o atendimento nas unidades de saúde tem funcionado somente com o esquema de urgência e emergência.

Trabalhadora da área da construção civil, Vânia Alves de Oliveira foi até a UAI Pampulha se queixando de uma ardência no olho, mas não foi atendida. “É um absurdo. A gente precisa do atendimento. E ainda não me encaminharam para outra unidade, só pediram que eu ligasse na UAI São Jorge para ver se posso ser atendida lá”, afirmou Vânia Alves.

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