A Polícia Civil de Frutal concluiu o inquérito da Operação “Déjà vu”. A operação investiga sete vereadores da cidade, que são suspeitos de envolvimento na compra e venda de apoio político para as eleições da Mesa Diretora da Câmara Municipal.

De acordo com o delegado, Fábio Ruz Borges, sete vereadores eleitos para a próxima legislatura foram indiciados por organização criminosa. Dois deles também por corrupção ativa e os outro cinco por corrupção passiva. Os sete vereadores continuam presos.

O esquema de negociações

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Os sete políticos são suspeitos de envolvimento com a compra e venda de apoio político para as eleições da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2017/2018. De acordo com o delegado Fabio Ruz, a negociação para obter os votos era feita por ordem econômica e até mesmo em troca de vaga em escola.

“O esquema articulado pelos vereadores funcionava assim: em resumo tínhamos duas chapas comandadas por dois politicos que ofereciam cargos, dinheiro e até matrícula em escola para a filha de um deles, para que a chapa que eles gostariam fosse eleita. Os que ofereciam os favores praticavam corrupção ativa e os que aceitavam são suspeitos de corrupção passiva”, explicou Fabio.

Os vereadores Ricardo Mazzaropi (PT do B), Joab de Paula Alves (PROS) e Romero Silva de Menezes (PRTB), que já ocupavam cadeiras na Câmara Municipal e foram reeleitos, e Esio dos Santos (PR), Douglas Doyal (PSOL), Nene Finuh (PT do B) e Edison Yamagami (PSOL), que foram eleitos neste ano, estão presos no presídio de Frutal.

A Polícia Civil disse ainda que pediu à Justiça para realizar a diplomação dos vereadores suplentes para que no começo de 2017 a Câmara Municipal de Frutal esteja completa. Até lá o plenário da Câmara ficará vazio.

O diretor geral do Legislativo, Delcione Bento, informou na última semana que a população não será prejudicada, pois o calendário de reuniões desse ano já terminou. Além disso, ele disse que independentemente do que a Justiça decidir, a posse de 15 vereadores será feita no dia 1º de janeiro, mesmo que seja preciso diplomar suplentes, no mesmo dia da cerimônia.

Na semana passada, a defesa do vereador Douglas Doyal informou que entregou para a polícia R$ 3 mil que teriam sido recebidos por ele, para votar no vereador Joab. Os advogados de Ricardo Mazzaropi e Edison Yamagami não foram encontrados pela reportagem. Os advogados de Joab de Paula, Ésio dos Santos e Romero Silva não quiseram se manifestar.

Operação “Déjà-vu”

Segundo o delegado regional de Frutal, Cezar Felipe Colombari da Silva, durante a operação realizada no último dia 16, foram apreendidos R$ 2.365 referentes à parcela da propina. Dois vereadores foram ouvidos durante a tarde do dia 16 e confessaram o crime, além de delatar outros dois políticos que seriam candidatos à presidência da Câmara.

As investigações iniciadas no fim de outubro deste ano foram em parceria com o Ministério Público e da polícia de Araxá. O objetivo foi apurar informações de que alguns vereadores estavam repetindo práticas ilícitas de eleições passadas, a fim de comprar e prometer o voto, principalmente para a função de presidente da Câmara.


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