Proteção do Hospital Eduardo de Menezes foi reforçada, com a instalação de telas com inseticidas contra o Aedes agypti (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)
Proteção do Hospital Eduardo de Menezes foi reforçada, com a instalação de telas com inseticidas contra o Aedes agypti (foto: Jair Amaral/EM/D.A PRESS)

Três pacientes oriundos do interior de Minas Gerais com suspeita de febre amarela morreram no Hospital Eduardo de Menezes, unidade referência para tratamento de doenças infecciosas que faz parte da estrutura montada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) em Belo Horizonte para dar resposta ao surto da doença.

Segundo a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), duas pessoas morreram na última quinta-feira e a terceira morte foi registrada ontem (15) de madrugada.

Vinte e três pessoas seguem internadas na unidade de saúde que fica no Bairro Bonsucesso, na Região do Barreiro, sendo duas no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).

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Nesta segunda-feira, foram instaladas telas com inseticidas nas alas do hospital onde estão internados os pacientes com a suspeita da doença e também no entorno da creche da instituição. O objetivo é aumentar os cuidados contra o Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, a zika e a febre chikungunya. Em ambientes urbanos, o mosquito também pode transmitir a febre amarela, o que explica essa ação.

Amanhã (17), será aplicado inseticida na área da vila que acompanha o Córrego Bonsucesso.

O último boletim oficial divulgado pela SES/MG sobre a febre amarela contabiliza 133 casos suspeitos da doença, com 38 mortes. Dos 133, 20 já são considerados prováveis, pois houve confirmação a partir dos primeiros exames, mas ainda é necessário concluir as investigações. Entre os casos prováveis, estão 10 óbitos.

Os principais sintomas da febre amarela são:
Dor local: abdômen, costas ou músculos
No corpo: calafrios, fadiga, febre, mal-estar ou perda de apetite
No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito
Também comum: confusão mental, dor de cabeça, hemorragia ou icterícia

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