Leandro De Castro Folly / Foto: Caio Loureiro
Leandro De Castro Folly / Foto: Caio Loureiro

O juiz Leandro de Castro Folly, da Comarca de Coruripe (AL) agendou uma nova data para abertura de propostas de compra das usinas Vale do Paranaíba e Triálcool, ambas instaladas no Pontal do Triângulo Mineiro. O magistrado, que foi designado para o caso um dia antes da abertura de envelopes, que deveria ter ocorrido em 15 de Dezembro de 2016, emitiu Despacho estabelecendo o prazo para análise de propostas para do dia 20 de Fevereiro de 2017  às 9h.

Leandro De Castro Folly, então titular da Comarca de Matriz do Camaragibe (AL), assumiu o caso de falência após o juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins abandonar o processo em Dezembro de 2016.

Pois bem. Consoante certificado à fl. 61.322, o recebimento e abertura das propostas dos interessados havia sido pautado para o dia 15 de dezembro de 2016, em audiência que deveria ter sido realizado na sede da comarca de Coruripe. Ocorre que, como delineado no texto da certidão referida, este magistrado somente foi designado para atuar neste procedimento no dia 14 de dezembro de 2016, não tendo sido habilitado nos autos em tempo hábil à análise das propostas e verificação das questões incidentes. Trata-se de um procedimento de complexidade ímpar no Poder Judiciário Alagoano, tornando-se necessário tempo mínimo para leitura das peças principais do processo“, disse o magistrado no Despacho publicado.

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A sede da 1ª Vara da Comarca de Coruripe/AL, fica localizada na Rodovia AL 101 Sul – Cj. Comendador Tércio Wanderley, Centro – CEP 57230-000, Coruripe-AL, para abertura dos envelopes lacrados dos interessados, contendo o preço que estão dispostos a pagar pelos ativos.

Os históricos de agendamentos para abertura de envelopes com propostas de compra das Usinas sucroalcooleiras Vale do Paranaíba e Triálcool, sempre são interrompidos pouco antes dos eventos, causando grande frustrações aos trabalhadores e credores que aguardam, na Justiça, o recebimento de valores. As últimas manobras judiciais da família do empresário João Lyra dão indícios de que algo pode atrapalhar essa análise de propostas em fevereiro de 2017.

Conforme publicação do jornal Extra de Alagoas no último dia 19 de Janeiro de 2017, o herdeiro Guilherme José Pereira de Lyra, filho do empresário João Lyra, tenta repelir o desembargador e relator do processo Tutmés Airan de qualquer decisão que envolva os trâmites do antigo império erguido pelo pai.

A venda da Mapel Concessionária, efetuada em dezembro do ano passado por R$7 Milhões, está em xeque após embate jurídico entre os filhos do ex-usineiro João Lyra e a administração judicial da Laginha. E no mais novo capítulo dessa novela, uma trama se repete: a exceção por suspeição. Em 2015, Lyra conseguiu afastar do processo o juiz da 1ª Vara de Coruripe, Mauro Baldini, “por ter demonstrado parcialidade, expressando grande carga emotiva em decisão” sobre a Massa Falida.


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