A Câmara dos Deputados começou nesta quinta-feira a sessão que irá eleger quem comandará a Câmara pelos próximos dois anos. Seis candidatos disputam o posto: Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentará a reeleição e é apontado como favorito do Palácio do Planalto, Jovair Arantes (PTB-GO), Luiza Erundina (PSOL-SP), André Figueiredo (PDT-CE), Júlio Delgado (PSB-MG) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

A votação acontece um dia após o Senado eleger Eunício Oliveira (PMDB-CE) como novo presidente da Casa. A votação será presidida pelo deputado Waldir Maranhão (PP-MA).

A Câmara está tomada por cabos eleitorais. No corredor de acesso ao plenário há gritos de guerra com os slogans de Jovair Arantes e Rodrigo Maia. Os candidatos também investiram na produção de santinhos.

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Para ser eleito, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos em primeira votação ou ser o mais votado no segundo turno. A votação é secreta e realizada em cabines eletrônicas. Quem coordena o andamento das eleições são os componentes da Mesa anterior que não sejam candidatos. Os candidatos a presidente terão 10 minutos para discursos. Já os demais candidatos – vices, secretários e suplentes – não terão tempo para discursar. Antes do início da votação, foi pedido um minuto de silêncio em nome da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que está em estado gravíssimo no Hospital Sírio-Libanês, sem fluxo cerebral – a família já autorizou os procedimentos preparatórios para doação de órgãos.

O PT ingressou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir espaço na composição da Mesa Diretora. A ação é endereçada à presidente do STF, Cármen Lúcia, e é assinada pelo líder Carlos Zarattini (SP). Fora do blocão de 13 partidos formado por Rodrigo Maia, restou ao PT, que apóia André Figueiredo, apenas a suplência na cúpula da Câmara.

O deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE) fez uma acusação no plenário da Câmara de que a decisão de Maranhão de indeferir a sua candidatura à primeira vice-presidência e de outros deputados foi baseada em uma negociação de cargos ocorridas na madrugada desta quinta-feira. “Nesta negociata, nesta política rasteira, comecem a fiscalizar a partir de amanhã (sexta-feira) no Diário Oficial da União, está em jogo uma diretoria do Banco do Brasil”, disse o deputado.

Costa tentou recorrer ao plenário, mas o pedido não foi aceito. Além de Costa, foram impugnados os peemedebistas Valtenir Pereira (MT) e Kaio Maniçoba (PE) e Jaime Martins (PSD-MG) para primeira-secretaria, Daniel Vilela (PMDB-GO) para a quarta-secretaria e de Takayama (PSC-PR) para uma das quatro suplências.


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