A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) investiga se as mortes de macacos em Uberlândia e Cascalho Rico estão relacionadas com a febre amarela. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15) no boletim diário divulgado pelo Estado.

Conforme o boletim divulgado pela secretaria, os dois municípios, que antes estavam em uma lista com “rumor de morte de primata sob monitoramento”, agora estão em “epizootias em investigação”.

Ainda conforme o boletim da SES-MG, as cidades que continuam na lista de rumores de epizootias – morte de macacos – na região são: Araguari, Estrela do Sul, Prata, Indianópolis e Monte Alegre de Minas.

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A Superintendência Regional de Saúde (SRS) em Uberlândia ressaltou que as cidades entram na listagem de investigação a partir do momento em que se consegue material físico para o laboratório realizar a análise e identificar as causas da morte. Ainda conforme a SRS, foram disponibilizadas doses extras da vacina para cobrir a zona rural de todas as cidades listadas acima.

A febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.

Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.

A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas. Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.


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